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2008-03-14      Boas Práticas de Transporte de Alimentos
      
Vai ser apresentado na próxima edição da Horexpo, que se realiza entre 30 de Março e 2 de Abril no recinto da FIL/AIP no Parque das Nações em Lisboa, o Código das Boas Práticas de Transporte de Alimentos. Para o sector da hotelaria e restauração a qualidade dos produtos comercializados tem hoje uma importância fundamental, estando esta muito ligada à sua distribuição física. Temperaturas correctas, acondicionamentos bem feitos e veículos preparados, são apenas três condições decisivas para que os alimentos cheguem aos estabelecimentos em perfeitas condições.


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JOÃO NEVES



Assessor de Imprensa

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joaoneves.neves@gmail.com



Autor: João Neves   Fonte: e-mail
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2008-03-10      Suspeitas de corrupção colocam carne em dúvida
      
A qualidade da carne proveniente dos centros de abate da zona de Entre Douro e Minho foi colocada em dúvida perante suspeitas de corrupção dos inspectores higio-sanitários, situação que levou à introdução de um sistema de rotatividade periódica dos médicos veterinários, por ordem da Direcção dos Serviços Veterinários da Região Norte.







A situação é denunciada numa carta enviada pelo Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários ao Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, a que o CM teve acesso e onde pode ser lido: “Tanto quanto este sindicato pôde apurar, a origem das referidas suspeitas, que envolveriam a prática de actos de corrupção, estariam no facto de ter sido essa a razão fundamental invocada pelo senhor director de Serviços de Veterinária da Região Norte para introduzir e aplicar um sistema de rotatividade de inspectores higio-sanitários em diversos matadouros da região.”

Também em comunicado, a Associação de Matadouros e Empresas de Carnes de Portugal refere “suspeitas da existência de relações de promiscuidade entre alguns inspectores sanitários e alguns operadores onde prestavam a sua actividade de inspecção”. Acrescenta-se que “esta situação era susceptível de pôr em causa a segurança alimentar e a confiança dos consumidores no sistema”.

Perante o clima de suspeita reinante na região Norte, o presidente da direcção do Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários, Edmundo Pires, pediu que se “proceda de imediato a um inquérito à actuação de todos os médicos veterinários inspectores”. Fonte do Ministério da Agricultura disse ao CM que “o conteúdo da proposta está a ser analisado”.

O sindicato contesta a solução da Direcção de Serviços de Veterinária da Região Norte, que adoptou um sistema de rotatividade dos inspectores. Edmundo Pires defende que “a introdução de boas práticas num centro de abate leva anos, pelo que a solução de andar a deslocar constantemente os veterinários cria fragilidades face aos empresários”. Alega ainda que só o “apuramento de eventuais corruptos” pode “devolver confiança aos consumidores”. Uma posição que a associação de matadouros contesta, defendendo que com o mecanismo de rotatividade assegura a isenção dos inspectores.


Autor: João Saramago   Fonte: CM-Online
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2008-03-04      Desenvolvimento Agrícola do Baixo Vouga
      


Estarreja, Aveiro e Albergaria-a-Velha reclamam conclusão do Projecto de Desenvolvimento Agrícola do Baixo Vouga.

Os Municípios de Estarreja, Aveiro e Albergaria-a-Velha querem reunir com os Ministros da Agricultura e do Ambiente para a definição de urgentes passos para a concretização do Projecto de Desenvolvimento Agrícola do Baixo Vouga Lagunar, iniciado há mais de duas décadas, mas que se encontra parado há vários anos. José Eduardo de Matos, Élio Maia e João Agostinho entregaram ao Governador Civil de Aveiro, Filipe Neto Brandão, o dossier que defende o reinício do projecto. Numa exposição aos Ministros da Agricultura, Jaime Silva, e do Ambiente Francisco Nunes Correia, os autarcas salientam que “a não conclusão das infraestruturas previstas poderá pôr em risco ou tornar inúteis uma série de elevados investimentos já realizados”. E afirmam que a sua não concretização terá consequências desastrosas para esta área”, nomeadamente o “abandono do dique já construído (4 kms)” e a “perda de milhares de hectares dos mais férteis campos agrícolas e dos mais ricos do ponto de vista ambiental (como comprova o Projecto BioRia)”. Por isso defendem a classificação de PIN – Projecto de Interesse Nacional.

3 de Março de 2008 - 12:07:01 PM



Autor:    Fonte: terranova.pt
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2008-02-29      EEspeculadores da Bolsa atacam preço do pão
      
A incerteza sobre o crescimento das economias europeia e norte-americana e a consequente instabilidade nas bolsas financeiras, sobretudo desde o último trimestre do ano passado, são o principal motor da subida dos preços dos cereais nos últimos dias.
Para equilibrarem as perdas financeiras registadas na Bolsa, os especuladores, cientes da crescente procura de cereais e da redução da sua produção em importantes exportadores mundiais como o Canadá e a Austrália, investem cada vez mais em fundos agrícolas. Por isso, já há fundos com uma valorização acumulada de 70 por cento.

Com a descida acentuada dos mercados bolsistas, a ponto de já ter havido um minicrash no início de 2008, comprova-se que “há uma diversificação dos investimentos para outro tipo de activos que não as acções, como as matérias-primas agrícolas”, frisa João Queiroz, operador da corretora J.L. Carregosa. Para este especialista, “quanto mais instabilidade houver no mercado de acções maior será o investimento neste tipo de produtos”. E, assim sendo, “é de prever que os preços dos cereais continuem a aumentar”.

Armando Sevinate Pinto, ex-ministro da Agricultura, corrobora esta análise mas tem esperança de que “vai passar a espuma da especulação”. E Luís Mira, secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), também não tem dúvidas de que “o problema do aumento do preço dos cereais é que os intermediários vão para o mercado fazer especulação”.

O presidente da Associação de Industriais de Panificação e Similares do Norte precisa que “a deslocalização dos investimentos da Bolsa para o mercado das matérias-primas é a grande causa do aumento dos preços dos cereais”. António Fontes frisa que “essa especulação não é feita pela indústria de panificação”, dizendo mesmo que “a panificação esperava preços desta ordem em Junho”.

Como a produção de cereais está dependente das condições climáticas, os especuladores estão sempre atentos aos stocks e a catástrofes, como cheias e secas, capazes de afectar a produção. Sendo os contratos de aquisição celebrados para a entrega física dos produtos passados vários meses, a previsão de cortes na produção faz disparar, de imediato, os preços.

MINISTRO CONTRA SUBIDA DE 50%

Jaime Silva afirmou ontem, em Coimbra, que não há qualquer razão para o preço do pão aumentar em 50 %, como reclamam os industriais, pois isso seria um “aumento especulativo”. “Nós iremos acompanhar essa actuação especulativa”, destacou, justificando a posição com o facto de o valor do cereal “só contar no preço do pão em 5%”. Segundo o ministro, é preciso “ser muito claro em relação ao que se passa com o preço dos cereais”, porque “os preços do mercado mundial são puramente especulativos”. “Não há qualquer problema de aprovisionamento da Europa em relação aos cereais, porque a comunidade tem uma produção excedentária em 16 milhões de toneladas”, acrescentou. Jaime Silva está convicto de que “o mercado irá funcionar” face às medidas adoptadas pela UE.


Autor: António Sérgio Azenha / P.H.G.   Fonte: cm-online
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