OAGRICULTOR
TODAS AS NOTICIAS

Titulo    


2008-01-12      Jaime Silva explica «novas oportunidades» aos agricultores
      
Um dos encontros reúne os produtores de vinho para a discussão na nova reforma do sector.
Depois da presidência portuguesa da União europeia, o Ministério da Agricultura decidiu ir para o terreno explicar as novas oportunidades para os agricultores. O Governo quer projectos de dimensão que criem emprego e riqueza em todos os sectores mas o vinho merece atenção especial.

A reestruturação do Ministério da Agricultura é também um dos motivos que levam o ministro, nos próximos dias, ao norte. A reforma dos serviços está feita. Mais de cem funcionários passaram para o quadro de mobilidade especial.


Autor:    Fonte: www.tvi.iol.pt
-  -


2008-01-06      Lucros da agricultura baixam mais de 12%
      
A agricultura em Portugal não está a viver o seu melhor momento. De 2006 para 2007, o rendimento empresarial líquido teve um decréscimo de 12,2%. Na produção vegetal, todas as culturas registaram uma quebra, mas o vinho teve um decréscimo de quase 17% na quantidade produzida.

As condições climatéricas parecem ser o principal factor de crise mas os subsídios directos à produção são cada vez mais baixos e também contribuem para o decréscimo, por exemplo, da produção cerealífera, que diminuiu para 6% a sua produção mas aumentou o seu preço base em 33,5%. Isto por causa do desvio de cereais para produzir biocombustíveis.

Já na produção animal, a situação não é muito diferente de 2006. Apesar da seca em 2005 ter reduzido 19,6% o número de animais bovinos para abate em 2007. Na produção de aves e de suínos houve uma recuperação e aumento na quantidade.

Quanto aos subsídios aos produtos, espera-se uma descida de 46% em comparação com 2006, o que vai afectar, por exemplo, a cultura de cereais e azeitona. O rendimento da actividade agrícola deve diminuir 5,8%.


Autor: tvi   Fonte: tvi-online
-  -


2008-01-05      Casa do Douro, Dívidas pagas com negócio de 15 milhões
      
O grupo The Fladgate Partnership adquiriu cinco milhões de litros de Vinho do Porto à Casa do Douro, um negócio de 15 milhões de euros que servirá para o pagamento de dívidas a três instituições bancárias – Caixa Geral de Depósitos, Banco Português de Negócios e Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo.
O total da dívida acumulada pela Casa do Douro é de 125 milhões de euros, repartida pelo Estado e instituições bancárias. “É a confirmação do que sempre dissemos. Havendo possibilidade de negócio de vinhos a Casa do Douro facilmente resolverá os seus problemas financeiros”, salientou.

Manuel António Santos, presidente da Casa do Douro, considera que este negócio poderá “trazer alguma paz” à Região demarcada do Douro e “criará condições” para a Casa do Douro desempenhar as suas funções de defesa dos viticultores durienses.

PARCERIA

O dirigente espera ainda que a parceria com esta empresa de vinhos de Porto seja o pontapé de saída para a concretização de outros negócios. Os cerca de cinco milhões de vinhos do Porto, a maior parte dos quais com dez anos, adquiridos pela Fladgate Partnership – que detém as marcas de vinho do Porto Taylor’s, Fonseca, Croft e Delaforce e ocupa a quarta posição do ranking das vendas do sector, em volume.

Os vinhos mais valiosos e antigos da instituição (com colheitas desde 1934 até à década de 80) estão penhorados ao Estado.

Apesar do ministro da Agricultura ter acusado a direcção da Casa do Douro de “má gestão”, Manuel António Santos reformulou o convite ao governante para participar num Conselho Regional de Viticultores para explicar as “dívidas” da instituição aos institutos públicos.


Autor: Lusa   Fonte: CM.online
-  -


2007-12-28      Leite sobe 12% só num ano
      
A escassez de explorações leiteiras e o aumento do preço das rações está a obrigar a indústria a comprar mais caro ao produtor e a fazer reflectir os custos no consumidor.

Os lacticínios encontram-se entre os produtos de primeira necessidade que maior aumento de preços sentiram nos últimos meses. Uma tendência que, de acordo com vários agentes do sector, será para se manter, até porque os factores que originaram a subida continuam a verificar-se.

O custo de um pacote de leite cresceu, em média, 12 por cento, a manteiga 11 e o queijo 5. Mas não foram só os preços ao consumidor a registar aumentos, isto porque, ao cabo de quase 15 anos sem grandes mexidas, também o valor pago na produção – uma média de 45 cêntimos – subiu 35 por cento, ou seja, mais 12 cêntimos por litro.

“A indústria tem grandes responsabilidades nesta matéria. Procurou sempre ser competitiva à custa da produção e só quando viu as reservas a escassear é que aceitou aumentar o preço”, salienta José Oliveira, presidente da Associação dos Produtores de Leite (Leicar).

Só na campanha de 2005/2006 a associação registou o abandono de 1620 produtores de leite e estima que outros tantos – principalmente nas regiões de Entre Douro e Minho e Beira Litoral – venham a seguir o mesmo caminho até Março de 2008. “Este sector está envelhecido, as exigências de licenciamento são enormes e não existe apoios eficazes porque a política europeia não o considera estratégico”, reflecte José Oliveira.

“Existem várias causas genéricas e que afectam de igual modo toda a produção mundial – o aumento dos custos com a alimentação dos animais e um acréscimo no consumo – mas, em Portugal, ocorrem outras bem específicas, como a indefinição nos licenciamentos, o que tem mantido os produtores retraídos desde 2006”, refere Fernando Cardoso, secretário-geral da Federação Nacional da União de Cooperativas de Leite e Lacticínios (Fenalac).

No saldo da campanha anterior, Portugal ficou cinco por cento abaixo da quota estipulada (menos 70 milhões de litros) e, apesar de não existir números finais, a Fenalac (que representa 75 por cento do mercado) aponta para uma nova descida na ordem dos 8 ou 10 por cento.

As perspectivas de futuro para os produtores não são as melhores. “A não aposta no leite levou muitos a virarem-se para os novilhos de carne (com melhor cotação). Se agora houver um volte-face serão precisos pelo menos dois anos – tempo de criar uma novilha de leite – para repor o efectivo”, salienta José Oliveira.

PEQUENAS EXPLORAÇÕES FAMILIARES DESAPARECEM DA PAISAGEM

Longe vão os tempos em que a paisagem do Minho à Beira Litoral era salpicada de verde e vacas leiteiras com grandes pintas pretas. Nesses tempos áureos da produção leiteira eram muitas as famílias que viviam da agricultura e aconchegavam o rendimento mensal com a entrega do leite produzido por uma ou duas vacas nos postos do leite – que proliferavam nas aldeias para responder às explorações familiares.

As exigências do mercado – impulsionado pela comercialização de leite ultrapasteurizado ou UHT e de uma variada gama de lacticínios – levaram os produtores a intensificar a produção, surgindo ordenhas colectivas e explorações intensivas. A crise que se instalou nos últimos anos deixou apenas de pé os produtores que podem ser rotulados de ‘competitivos’.

Sobre tudo isto fala com alguma melancolia António Matos, 63 anos, produtor de Válega, Ovar, que em três décadas de actividade ajudou a criar uma ordenha colectiva e que nos últimos 18 anos explora uma instalação própria, com 78 animais, dos quais 48 produzem diariamente 1100 litros de leite.

A sua exploração está já licenciada, o que foge à regra das cerca de 9 mil unidades no Continente, em que 95 por cento ainda não procedeu ao licenciamento.

“Preocupo-me acima de tudo com a qualidade, porque é a única forma de conseguir um melhor preço pelo leite. Quanto melhor for a alimentação e o bem-estar dos animais, melhor é a produção”, conta.

Dia sim, dia não, o camião da cooperativa Proleite, que faz a recolha, testa a qualidade procurando os teores de gordura, proteína – “quanto mais alta melhor”– e os índices microbianos e celulares, que “têm de estar abaixo dos limites”.

António Matos confessa-se um homem com sorte, porque tem os dois filhos – de 38 e 24 anos – para o suceder. “A maior parte dos produtores desiste porque não se vai pôr a fazer investimentos sem ter a quem deixar o negócio”, revela.

Nos últimos anos, este produtor afirma que “viu muita gente a desistir” e lembra uma frase sábia de um amigo, que escolheu para o seu próprio lema de vida: “Ser agricultor em Portugal é uma forma de ir empobrecendo alegremente”. O aumento das rações não pára de reduzir as margens de ganho.


Autor: Carla Pacheco   Fonte: cm online
-  -


Página - 1-| 2-| 3-| 4-| 5-| 6-| 7-| 8-| 9-| 10-| 11-| 12-| 13-| 14-| 15-| 16-| 17-| 18 -| 19-| 20-| 21-| 22-| 23-| 24-| 25-| 26-| 27-| 28-| 29-| 30-| 31-| 32-| 33-| 34-| 35-| 36-| 37-| 38-| 39-| 40-| 41-| 42-| 43-| 44-| 45-| 46-| 47-| 48-| 49-| 50-| 51-| 52-| 53-| 54-| 55-| 56-| 57-| 58-| 59-| 60-| 61-| 62-| 63-| 64-| 65-| 66-| 67-| 68-| 69-| 70-| 71-| 72-| 73-| 74-| 75-|