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2007-06-19      Presidente da junta salva vaca jarmelista para ajudar à luta da raça bovina
      
O presidente da Junta de S. Pedro do Jarmelo, Guarda, acérrimo defensor do reconhecimento da raça bovina jarmelista, comprou uma vaca para contribuir para o processo de certificação desenvolvido pela Direcção-Geral de Veterinária. Agostinho da Silva, que exerce a profissão de professor de artes numa escola secundária da cidade, decidiu cometer a "loucura" pelo "amor à causa da vaca jarmelista", como afirmou à Agência Lusa. "O objectivo é poder contribuir para o estudo que visa salvar a vaca da raça jarmelista, derivada da mirandesa, que está em vias de extinção na região da Guarda”.
O processo de apuramento e certificação do animal, recorda o autarca, está a ser desenvolvido desde 2004 pela Direcção-Geral de Veterinária em colaboração com a ACRIGUARDA - Associação de Criadores de Ruminantes do Concelho da Guarda, devendo estar concluído em 2014. Para poder participar no estudo de uma forma activa, Agostinho da Silva comprou a vaca em Fevereiro, por mil e 500 euros, após vários meses a tomar conta do animal na exploração do antigo dono, um agricultor da zona de Pinhel.

PODERIA ESTAR A SER COMIDA NUM RESTAURANTE
Ao ter conhecimento que o lavrador tencionava “desfazer-se” da vaca Carriça, Agostinho da Silva propôs-lhe o negócio, mas o mesmo só se concretizou dez meses depois, pelo que durante todo este tempo “adoptou” a vaca e tratava dela como se fosse sua. “O que me levou a perder a cabeça foi perceber que uma vaca com quatro anos, bem tratada, poderia ser comida no restaurante dali por uns dias”, conta.
O animal já faz parte do grupo restrito de vacas que foi seleccionado para o processo de reconhecimento da raça bovina. “Está referenciada pelas entidades que estão com o processo de certificação da vaca jarmelista em andamento e já foi inseminada com sémen do banco que existe na ACRIGUARDA”, adiantou.

À ESPERA DA CRIA
“Agora” – acrescentou –, “estamos à espera que nasça a cria, o que deve acontecer em finais de Junho, para se perceber se está ou não dentro dos parâmetros que estão definidos para ser seleccionada”. A Carriça tem cinco anos e o autarca acredita que não o vai “deixar mal” no processo por que tem lutado nos últimos anos e que, para além de cerca de três dezenas de vacas, envolve dois bois, também referenciados. Agostinho da Silva adianta que o processo de certificação “é moroso e complicado”, mas está confiante de que o seu apuramento será feito e “a raça da vaca jarmelista será uma raça com futuro”.
Para divulgar os poucos exemplares que ainda subsistem na região, a junta de freguesia local promove anualmente, em Junho, uma feira de gado do Jarmelo, que este ano cumpriu a sua 24ª edição.

*Agência Lusa

“É uma vaca forte, com boa garupa, boa coluna e bons rins”, refere o agricultor de 83 anos
Carriça guardada nos estábulos dos pais do autarca
A vaca Carriça foi salva da morte e está agora no estábulo dos pais do autarca, antigos lavradores residentes na aldeia de Imã, anexa da freguesia de S. Pedro do Jarmelo.
O pai do presidente da junta de S. Pedro de Jarmelo, Joaquim Silva, um agricultor de 83 anos e conhecedor da vaca da raça jarmelista, afirma que “era a vaca mais corpulenta existente a nível nacional, era muito leiteira e muito bem perfilada”.
O animal desta raça autóctone é identificável pela sua cor acastanhada e pela franja comprida que pende sobre a fronte. “É uma vaca forte, com boa garupa, boa coluna e bons rins. Tem a cabeça larga, a marrafa grande, os quadris largos e a coluna desempenada", descreve Joaquim Silva.

Animal de interesse municipal
Para além do envolvimento da Direcção-Geral de Veterinária, a Assembleia Municipal da Guarda também deu um contributo para o processo de “restauração” da vaca típica da zona, em vias de extinção. “No dia 27 de Abril de 2006, aprovou por unanimidade, uma proposta apresentada pela Junta de Freguesia de S. Pedro do Jarmelo, considerando a raça bovina jarmelista de interesse municipal”, recorda Agostinho da Silva.

Custo anual de manutenção ronda os 500 euros. Restam 60 exemplares
Ministério da Agricultura apoia com 200 euros por cabeça
Na região da Guarda e, particularmente, na zona do Jarmelo, haverá nesta altura 60 vacas da referida raça, mas como não é reconhecida oficialmente, “os produtores registam-nas como sendo da raça mirandesa, de forma a poderem receber os subsídios do Estado”, aponta Agostinho da Silva. “Se nada for feito, a raça das nossas vacas, que é diferente da mirandesa, acaba por desaparecer devido à escassez de exemplares”, alerta o autarca.
No entanto, pelas indicações de que dispõe, o Ministério da Agricultura “já decidiu atribuir uma verba de cerca de 200 euros, por cada animal”. “Situação que pode servir de incentivo aos produtores, uma vez que um bovino tem um custo anual de manutenção de cerca de 500 euros”, salienta.


Autor: António Sá Rodrigues   Fonte: diarioxxi.com
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2007-06-15      Propriedade do Grupo Espírito Santo em Rosmaninhal, Herdade da Poupa ganha prémio europeu
      
A Herdade da Poupa acaba de ser distinguida com o prémio de melhor propriedade europeia, atribuído pela Fundação Anders Wall e a Friends of the Countryside, uma organização de proprietários rurais europeus representada em Portugal pela Associação Nacional de Produtores de Caça e a União da Floresta Mediterrânica. Situada na freguesia de Rosmaninhal, no concelho de Idanha-a-Nova, a Herdade da Poupa é uma propriedade rural pertencente à Monfortur, uma empresa do Grupo Espírito Santo que gere os hotéis Astória e Fonte Santa, em Termas de Monfortinho. João Carvalho, o secretário-geral da Associação Nacional de Proprietários e Produtores de Caça, explica ao Reconquista que o prémio “distingue propriedades que são exemplares do ponto de vista da conservação dos recursos naturais” como é o caso da Herdade da Poupa. Esta alia um projecto de turismo rural com a localização em plena área da Rede Natura 2000 e do Parque Natural do Tejo Internacional, uma relação que João Carvalho classifica como “um casamento perfeito”.

A preservação da paisagem, biodiversidade, património cultural e o desenvolvimento de uma economia local sustentável são os critérios que o júri do prémio tem em conta na hora de escolher um vencedor. Mas este ano há vencedores, já que foram escolhidas duas propriedade, uma na Inglaterra e outra em Portugal. A nível nacional apenas a Herdade do Pinheiro, em Setúbal, tinha até agora este prémio. A notícia da atribuição do prémio foi recebida pelo administrador da Monfortur “com grande satisfação”, sobretudo porque reconhece o trabalho feito na conservação da natureza. António Salgado explica que nos últimos anos foi feita uma aposta na recuperação dos ecossistemas que foram destruídos por práticas agrícolas ou florestais incorrectas, como a célebre campanha do trigo. O incentivo à produção deste cereal, levado a cabo pelo Estado Novo entre 1928 e 1934, levou a um esgotamento dos solos e ao desaparecimento de espécies que dependiam deles. A promoção do eucaliptal, algumas décadas mais tarde, agravou a situação. Para recuperar o espaço, a Monfortur promoveu a recuperação do montado de azinho, entre outras boas práticas ambientais. E hoje a herdade é habitada por espécies como o grifo, o abutre-do-Egipto ou a cegonha-preta.

A Herdade da Poupa tem uma área de aproximadamente 4 200 hectares, contando com um hotel rural com 16 quartos e várias actividades ligadas à natureza, como observação de aves, percursos pedestres ou safaris fotográficos. A actividade cinegética é outra das vertentes e para António Salgado o prémio “é a prova que a caça não é tão ameaçadora como parece” em relação à conservação da natureza.

Questionado sobre o possível impacto do prémio na divulgação da herdade situada em Rosmaninhal, João Carvalho admite que a curto prazo não será significativo. Mas o facto de contar com o alto patrocínio da Direcção Geral de Ambiente da Comissão Europeia poderá fazer muito pelo projecto, sobretudo fora de Portugal.

O prémio é atribuído esta sexta-feira pelo Director Geral de Ambiente da Comissão Europeia no decorrer do jantar de gala da reunião anual dos Friends of the Countryside, que começa esta quinta-feira, dia 14, na cidade de Évora. O encontro reúne 250 proprietários rurais de toda a Europa e acontece pela primeira vez em Portugal.

José Furtado


Autor: José Furtado   Fonte: Reconquista.pt
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2007-06-14      Em Alcácer do Sal e Évora, Estado leiloa cortiça avaliada em mais de dois milhões de euros
      
A Direcção-Geral dos Recursos Florestais faz dois leilões de cortiça, nos próximos dias 20 e 21, no valor total superior a dois milhões de euros.
Sete lotes de cortiça empilhada vão à praça, no Viveiro Florestal da Mata Nacional de Valverde, em Alcácer do Sal, a 20 deste mês, pelo valor de base de 724.451 euros. O lote 1 (1211 metros cúbicos de cortiça amadia) é vendido com a maior base de licitação: 196.750 euros. O menor valor de saída (1350 euros) é o do lote 7, com cerca de 75 arrobas de cortiça amadia e cerca de 60 arrobas de cortiça virgem,

A 21 deste mês, no Viveiro Florestal de Évora, Estrada da Chainha, Évora, o referido organismo do Ministério da Agricultura leiloa oito lotes de cortiça nas árvores (quatro lotes na Herdade das Silveiras, concelho de Évora, um lote na Herdade das Fazendas, concelho de Montemor-o Novo, um lote na Herdade das Torres, concelho de Portel, um lote na Herdade do Zambujeiro, concelho de Évora, um lote na Herdade dos Castelos, concelho de Montemor-o-Novo). Estes lotes somam o valor de base de licitação de 1,335,19 milhões de euros.

Dos lotes de cortiça nas árvores, o número dois é leiloado com o maior valor de base de licitação: 242.280 euros; o lote número seis tem o menor valor: 99.080 euros. A cortiça a vender nos dois leilões, a partir das 10 horas, totaliza o preço de base de 2,059,641 milhões de euros.


Autor: CM   Fonte: CM
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2007-06-05       Ocho explotaciones portuguesas son distinguidas en el XXVIII Concurso Día Internacional del Agricul
      
LA GALA DE ENTREGA DE GALARDONES TENDRÁ LUGAR EL DÍA INAUGURAL DE LA XXX FERIA INTERNACIONAL SEMANA VERDE, EN QUE ACTUARÁN ENTRE OTROS EL GRUPO DE MÚSICA TRADICIONAL LUSA CANTO D´AQUÍ Y LA CANTAUTORA CARMEN DOR

Silleda, 1 de junio de 2007.- Ocho explotaciones portuguesas fueron premiadas en el XXVIII Concurso Día Internacional del Agricultor. La “Asociaçao de Defensa de Agricultores de Monçao (ADAM)”, centrada en el apoyo al desarrollo rural en esta región mediante apoyo técnico y diversos servicios, recibió el tercer premio en “Iniciativas locales de desarrollo rural”; mientras que “Lagar, Cooperativa dos Olivocultores da Región de Izeda”, de Bragança, se hizo con el segundo en “Iniciativas de asociacionismo agrario” por su valorización de los productos de las explotaciones olivícolas de la zona.

En la modalidad de “Agricultores sobresalientes en explotaciones agropecuarias” el agricultor de Terra de Bouro, Manuel José Correia Afonso dedicado a la producción biológica y cría de bovinos de raza Barrosa, recibió el máximo galardón; y en la de “Agricultores sobresalientes en explotaciones agrícolas o forestales” el productor de almendras y olivas Manuel Armindo Cristino (Bragança) ganó el segundo premio.

La “Quinta do Barracao da Vilariça” (Vilaflor, Mirandela), que tiene como actividad la elaboración de aceite y quesos, cría de churra da terra quente y el agroturismo, recibió el primer premio en “Agricultores sobresalientes en diversificación agraria”. Por su parte la “Casa Agrícola Algoa-Montenegro”, de Vila Real (Valpaços), que se centra en la producción de olivar, vino biológico, bovinos maroneses y cerdo vísero, se hizo con el segundo.

En “Agricultores sobresalientes en actividades innovadoras” la asociación vecinal “Mohínos da Tía Antonina” (Moimenta da Beira), que produce su propia energía, fue reconocida con el segundo premio en “Agricultores sobresalientes en actividades innovadoras”. En cuanto a la nueva categoría “Iniciativas de producción, transformación y comercialización de productos con indicativo de calidad” la explotación de dulces y compotas “Doces da Puri”, de Carraceda de Ansiáns (Mirandela), alcanzó el segundo premio.

El Auditorio de la Feira Internacional de Galicia acogerá la entrega de galardones de esta edición del Concurso Día Internacional del Agricultor el 13 de junio, primera jornada de la XXX Feria Internacional Semana Verde de Galicia, entre otros, el grupo de música tradicional lusa Canto D´Aquí y la cantautora Carmen Dor. En el acto también se reconocerán las antiguas iniciativas ya galardonadas cuya evolución sea merecedora de tal distinción.

Los méritos que valoró el jurado, integrado por técnicos de las administraciones regionales de Galicia, Asturias y Portugal, fueron la promoción de iniciativas en zonas desfavorecidas y de especial dificultad, la participación de los jóvenes en los proyectos y su asentamiento en su territorio, la conservación de la cultura propia y del patrimonio histórico, el aprovechamiento de los recursos regionales, las acciones que favorezcan la calidad de las producciones y servicios prestados, y la diversificación e introducción de actividades innovadoras.

Galardonados gallegos y asturianos

Otras ocho explotaciones de Galicia y cinco de Asturias fueron distinguidas en las diversas modalidades del certamen, siendo así poseedoras de premio 21 de las 34 iniciativas que ya fueran preseleccionadas.

En la modalidad de “Iniciativas locales de desarrollo rural” el primer premio fue para la “Fundación EDES para educación especial“, de Asturias, centrada en la integración de niños deficientes mediante la práctica de cultivos ecológicos; mientras que el segundo recayó sobre la asociación gallega de Criadores de Ovino e Caprino de Galicia (OVICA), de Lugo, dedicada a potenciar este sector.

En “Iniciativas de asociacionismo agrario” la cooperativa de piensos, maquinaria y leche “Agrovaldés S.C.L”, de Asturias, consiguió el primer premio; y la “Cooperativa de Produtores do Campo da Capela”, de A Coruña, que tiene como principal actividad la elaboración de queso e requesón con leche “cruda” recibió el tercero. En la modalidad “Agricultores sobresalientes en explotaciones agropecuarias” dos iniciativas gallegas, una explotación de vacuno de carne y la de vacuno de leche “SAT Xerlea”, se hicieron con el segundo y el tercer premio, respectivamente. Por su parte la cooperativa “Chaca Otur”, de Asturias, recibió un accésit.

Como “Agricultores sobresalientes en explotaciones agrícolas o forestales” se reconoció con el máximo galardón a “Albel, Instalaciones y Paisajismo”, empresa gallega que produce planta ornamental, forestal y frutal; y a un productor de arándanos asturiano con el tercero. La explotación vitícola con bodega “Robaliño”, de Pontevedra; y una ganadera de Asturias a cargo de 6 vacas de carne raza casina, una quesería y una casa de turismo rural; recibieron sendos accésit en “Agricultores sobresalientes en diversificación agraria”.

La cooperativa gallega “Ganaderos de Xallas e Barcala”, que tiene como principal actividad la recría de novillas para las explotaciones lácteas de los socios recibió el primer premio en “Agricultores sobresalientess en actividades innovadoras”. En la nueva categoría “Iniciativas de producción, transformación y comercialización de productos con indicativo de calidad” fue reconocida con el máximo galardón la bodega gallega con restaurante “Algueira”, de Lugo.


Autor: Departamento de Prensa Feira Internacional de Galicia   Fonte: prensa@feiragalicia.com
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