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2007-06-05      Lezíria com acesso condicionado para proteger recursos naturais
      
Associação dos beneficiários de Vila Franca investe 100 mil euros
LEZÍRIA COM ACESSO CONDICIONADO PARA PROTEGER RECURSOS NATURAIS
A colocação de portões, câmaras de vídeo e segurança privada é a resposta à onda de assaltos e vandalismo nas propriedades da lezíria. A associação garante que ninguém será impedido de utilizar os recursos naturais.
A partir de Agosto todas as entradas na rede viária da Lezíria de Vila Franca de Xira serão controladas com um cartão magnético e com câmaras de vídeo instaladas junto dos novos portões. Nas últimas semanas foram colocados 14 portões, 11 na Lezíria Norte e três no lado Sul. As obras provocaram a reacção imediata dos frequentadores da lezíria que temem que lhes seja vedado o acesso a um património que consideram ser de todos. “Há 50 anos que caço e pesco na Lezíria e nunca vi nenhum problema. Não percebo porque é que estes senhores estão a fazer isto”, refere António Alves, 68 anos, frequentador habitual da Ponta de Erva e das valas do Ruivo e do Mar de Cães, cujos acessos são feitos a partir da Recta do Cabo (troço da EN 10 entre Porto Alto e Vila Franca) e onde se concentram dezenas de pescadores.
Pedro Serrasqueiro, secretário-geral da Associação dos Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira numa entrevista a O MIRANTE esclarece que “ninguém será impedido de ter acesso à lezíria” e garante que as medidas visam apenas disciplinar os acessos para proteger as propriedades nos 14 mil hectares abrangidos pela associação.
Segundo o responsável, o objectivo é ordenar os acessos para minimizar os graves prejuízos causados e suportados pelos proprietários. “Queremos saber quem usa a nossa rede viária e o que vai fazer na Lezíria, mas ninguém será impedido de pescar, caçar ou fazer um piquenique”, adianta. Na sede da associação está instalada uma associação de caçadores que resultou de um processo de disciplinar a caça na lezíria.
Na área de intervenção da associação existem 120 quilómetros de estradas e caminhos cuja construção e manutenção é suportada em exclusivo pelos agricultores e onde o uso abusivo já tem criado graves conflitos. “Já tivemos colaboradores da associação injuriados e ameaçados por pedirem para retirar carros mal estacionados”, frisa Pedro Serrasqueiro.
Os portões vão continuar abertos durante o dia e quem pretender o acesso à noite ou ao fim de semana vai ter de requerer o cartão junto da associação. A emissão deverá ter um custo simbólico que ainda não foi fixado. Os proprietários, familiares e empregados também terão cartões. Para além disso serão instaladas câmaras de vídeo e haverá seguranças na Lezíria para fiscalizar e impedir o uso abusivo dos visitantes. A instalação do novo sistema de segurança, incluindo os portões, vai custar mais de 100 mil euros e é suportada pela associação.
Vários seareiros, produtores de melão, explicaram a O MIRANTE que aplaudem a iniciativa porque têm sido alvo de furtos de quantidades significativas. “Há quem venha roubar melão para vender e apanham tudo, o verde, o maduro, o pequeno e o grande. Estragam mais do que vendem”, refere Francisco Dias.
A associação fez um levantamento dos prejuízos causados pelo uso abusivo da Lezíria e concluiu que todos os anos ascendem a dezenas de milhares de euros. “Quando um pescador se lembra de abrir uma comporta e entra água salgada no circuito que está a ser usado para rega, os solos ficam contaminados e a cultura pode perder-se”, exemplifica o director executivo da associação. “Tivemos animais mortos e alvo de torturas, culturas danificadas e vários assaltos às propriedades dos nossos associados e decidimos que tínhamos de agir”, acrescenta. A decisão foi tomada na assembleia geral de 20 de Dezembro e depois de uma onda de assaltos a várias herdades onde foram furtados animais, tractores, máquinas e peças do espólio de várias casas agrícolas, algumas centenárias.
Segundo Pedro Sarrasqueiro, para além do reforço da segurança, a associação pretende fazer sensibilização dos visitantes da lezíria e promoção das potencialidades existentes através dos seus jovens técnicos.

Aposta na modernização para produzir
mais e melhor
A Associação dos Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira foi fundada em 1947 e integra 300 associados sendo metade proprietários e outros tantos rendeiros. A tradição manda que seja a Companhia das Lezírias a deter a presidência e a administração integra quatro vogais: Jorge Ortigão Costa, Filipe Borba, Gomes da Silva (ex- ministro da Agricultura) e Joaquim Madaleno.
A associação gestora do perímetro de rega com um dique de protecção de 62 quilómetros e mais de 700 quilómetros de valas está a fazer uma aposta clara na inovação e modernização. A qualidade e a quantidade das águias usadas na rega são monitorizadas e o sistema pode ser visto a partir de qualquer computador. A associação pretende alargar o apoio aos agricultores na área técnica para aumentar as produções com uma poupança dos recursos naturais e financeiros. Um problema “grave” em resolução é a recolha e tratamento dos plásticos que até há alguns anos eram abandonados nas terras e contaminavam os solos e recursos aquíferos.


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2007-06-04      A 44ª Feira Nacional de Agricultura abriu este Sabado as portas, em Santarém, para oito dias de anim
      
Mas não só do passado vive este certame. O tema principal desta edição são os biocombustíveis. Está prevista uma semana de colóquios e debates, no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA) de Santarém, para mostrar o seu potencial na agricultura portuguesa.

“Com os objectivos ambiciosos da União Europeia para os próximos anos, este é um tema que não poderia passar ao lado desta feira. É o futuro da nossa agricultura”. As palavras são de João Machado, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e anfitrião deste evento.

Para tal, é preciso “que o Governo cumpra as suas promessas, como a isenção do Imposto Especial dos Combustíveis e o fomento das culturas agrícolas para os biocombustíveis”, explicou João Machado. “A matéria-prima já existe. É preciso, agora, desenvolver a indústria de transformação dos cereais em combustível”, concluiu o presidente da CAP.

O que o Governo não cumpriu, por ora, foi marcar presença na cerimónia inaugural da feira, ontem à tarde. O secretário de Estado adjunto da Agricultura, Luís Vieira, só visitará o certame hoje, na companhia do Presidente da República, Cavaco Silva. Luís Vieira substituirá José Sócrates que parte hoje para a Áustria.

Também o ministro da agricultura não estará presente este ano. Porém, Jaime Silva tem agendada uma reunião para amanhã com a sua homóloga francesa, Christine Lagarde, para discutir as reformas do sector na União Europeia, marcadas pelo corte dos subsídios à produção e aos incentivos ao arranque de vinhas ( três mil euros por cada hectare arrancado).

ANIMAIS EM EXPOSIÇÃO

A Feira da Agricultura de Santarém, “o grande acontecimento da cidade e da região” como disse o autarca Moita Flores, está dividida por vários pavilhões. Um espaço reservado aos animais, podem ser apreciadas várias raças de ovelhas, cabras, porcos e bois charoleses. Um espaço reservado à maquinaria agrícola e outro para o sector da restauração.

PARA VISITAR

NOVIDADES

Este ano, a feira acolhe o festival do vinho, com a entrega dos prémios do concurso de vinhos engarrafados, dia 6. Este dia marca também o fim da exposição de azeite para consumo.

FEIRA TAURINA

Outra das novidades são as corridas e largadas de touros, novilhadas e espectáculos ligados ao cavalo e ao touro.

PREÇOS

A entrada custa quatro euros. Só para a noite é dois. Ainda há a modalidade livre-trânsito (10 euros) ou uma caderneta de 10 bilhetes (25 euros).


Autor: Ana Rita Estrompa   Fonte: correiomanha.pt
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2007-05-21      Queda de granizo - Técnicos do Ministério avaliam estragos do Granizo
      
Os técnicos da Direcção de Agricultura de Trás-os-Montes e Alto Douro estiveram ontem de manhã a avaliar os prejuízos causados pela queda de granizo nas plantações e caminhos agrícolas da freguesia de Jou, no concelho de Murça (Vila Real).

O vice-presidente da Câmara de Murça, José Maria Costa, disse à Agência Lusa que a queda de água e granizo durante cerca de hora e meia ao final da tarde de sábado provocou “grandes prejuízos” um pouco por toda a freguesia de Jou. “Grande parte” da produção de cereja, maçã, castanha, batata, cereais, produtos hortícolas e vinha desta região ficou “praticamente destruída”. Entre “70 a 80 por cento” da produção da freguesia “ficou destruída”.

José Rodrigues, agricultor de Jou, disse à Lusa que a sua colheita deste ano foi “praticamente embora”. “Tenho um souto com 350 castanheiros que, no ano passado, produziram cerca de nove toneladas de castanha e, depois desta trovoada, não vou ficar com nada”, frisou.

O agricultor referiu que a trovoada “foi muito prejudicial” para toda a freguesia. “A pedra foi muita e durante muito tempo. O granizo que caiu tinha o tamanho de castanhas”, salientou.

José Maria Costa disse que o relatório dos técnicos da Direcção de Agricultura já deverá estar concluído hoje.
O arrastamento de terras levou ainda à paragem da estação de bombagem que abastece a freguesia de Jou e parte da vila de Murça estando, no entanto, segundo o responsável, garantido o abastecimento de água às populações através dos depósitos.

O objectivo foi impedir a entrada de água barrenta no sistema de abastecimento José Maria Costa referiu ainda a destruição de caminhos agrícolas das propriedades, o que se verificou nas zonas de encosta e, acrescentou, que algumas estradas municipais foram atingidas pelo arrastamento de terras.

Refira-se que, a 7 de Junho de 2004, a queda de granizo nas localidades de Porrais e Sobreira, também no concelho de Murça, provocou prejuízos em vários hectares de vinha e olival de 450 agricultores.

Logo no dia a seguir, o então Ministro da Agricultura, Sevinate Pinto, visitou estas localidades para avaliar os estragos e, a 9 de Junho, o Conselho de Ministros aprovou a disponibilização de uma quantia até um milhão de euros para pequenos agricultores do concelho de Murça afectados pelo mau tempo.

Mais de um ano depois, os agricultores receberam as compensações – cerca de 600 euros por hectare de vinha.


Autor:    Fonte: diariodetrasosmontes.com
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2007-05-18      GS1 Portugal-CODIPOR lança Livro sobre "Rastreabilidade da Carne de Bovino- Normas GS1
      
A GS1 Portugal-CODIPOR vai lançar no próximo dia 28 de Maio, às 17h, no âmbito da Feira Alimentaria (Pavilhão 3 - Stand nºA18), o Livro “Rastreabilidade da Carne de Bovino – Normas GS1 – Guia de Implementação”.



Este lançamento contará com a presença da ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e da ANIC - Associação Nacional dos Industriais de Carnes que testemunharão sobre a importância deste tipo de iniciativas e os benefícios da aplicação de um sistema de informação integrado para a rastreabilidade.



Além destes dois testemunhos, a empresa SantaCarnes apresentará o seu case study de forma a comprovar as mais valias da adopção do Sistema GS1.



O livro, “Rastreabilidade da Carne de Bovino – Normas GS1 – Guia de Implementação”, apresenta a metodologia para a implementação de um sistema de rastreabilidade eficiente, tendo por base o Sistema GS1, bem como um conjunto de informação complementar que serve para aprofundar conceitos, exemplificar e auxiliar na sua aplicação prática.



Este livro também permite conhecer o enquadramento legal da rastreabilidade e os elementos necessários e fundamentais na gestão de informação inerente a cada etapa do processo de rastreabilidade ao longo da Cadeia de Valor da Carne de Bovino.



Para além de espelhar os resultados consensuais alcançados no âmbito do Grupo Técnico do Sector dos Cárnicos da GS1 Portugal-CODIPOR, é uma ferramenta prática e eficaz para a implementação da Rastreabilidade dos Produtos da Carne de Bovino.



A adopção deste Guia é voluntária e nele se definem os procedimentos mínimos acordados no âmbito do mercado português para a rastreabilidade dos produtos de carne de bovino, tendo como finalidade principal a Segurança Alimentar.
Para mais informações por favor contacte:



RITA ROUSSEAU
CORPORATE ACCOUNT EXECUTIVE
rrousseau@grupogci.net
TELEFONE . +351 21 355 30 38
FAX . +351 21 354 24 24

WWW.GRUPOGCI.NET
WWW.EDELMAN.COM





Leonor Vale

Communication & Marketing Manager

GS1 Portugal-CODIPOR

Tel: 217520740

l.vale@gs1pt.org

www.gs1pt.org.


Autor: Leonor Vale   Fonte: GS1 Portugal-CODIPOR
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