OAGRICULTOR
TODAS AS NOTICIAS

Titulo    


2007-02-07      Indianos querem cana-de-açúcar em Idanha para produzir energia
      
Idanha-a-Nova posiciona-se na primeira linha de investimentos que a Global Green, empresa ligada à produção de energias "limpas", pretende fazer um pouco por todo o Mundo, desde os Estados Unidos, México, Brasil, Itália e Índia. A prova que esta aposta não passa de mera intenção, um grupo de responsáveis desta empresa deslocaram-se na terça-feira ao Concelho raiano, acompanhados por um dos mais conceituados técnicos na área das bio energias, Giuliano Grassi, um especialista que o G8 (o grupo das oito maiores potenciais mundiais) ou a Comissão Europeia faz questão de ouvir quando esta temática está em cima da mesa.

EMPRESÁRIOS FIZERAM-SE ACOMPANHAR DE UM TÉCNICO MUITAS VEZES OUVIDO PELO G8 EM MATÉRIA DE BIO ENERGIA
O investimento da Global Green para Idanha ronda os 65 a 75 milhões de euros. A multinacional pretende criar cerca de 14 mil hectares de plantação de cana-de-açúcar na zona raiana e na Cova da Beira que possam alimentar as suas fábricas, para a produção do biotanol a partir do soro sacarino ou mesmo de milho. Este ano, espera já arrancar com a produção a partir de dois mil hectares de cultivo.

O investimento da Global Green para Idanha ronda os 65 a 75 milhões de euros. A multinacional pretende que se crie cerca de 14 mil hectares de plantação de cana-de-açúcar na zona raiana e na Cova da Beira que viabilize este projecto.




Autor: Célia Domingues   Fonte: www.gazetadointerior.pt
-  -


2007-01-02      Comissão quer criar OCM única para produtos agrícolas
      
A Comissão Europeia prepara-se para criar uma única Organização Comum de Mercado (OCM) para os produtos agrícolas, substituindo as 21 organizações que estão em vigor. A proposta foi anunciada na passada semana pela Comissão Europeia e pretende harmonizar a legislação neste domínio, tornando-a menos pesada, mais transparente e mais acessível (é o caso da legislação relativa às quotas e as ajudas estatais, por exemplo).

Esta proposta é assim uma etapa essencial do processo de simplificação da Política Agrícola Comum (PAC), permitindo, por outro lado, uma maior transparência legislativa. "A PAC é incontestavelmente complexa, mas isso não pode impedir-nos de fazer tudo o que pudermos para a simplificar, para a tornar mais compreensível", disse a comissária para a Agricultura, Mariann Fischer Boel, adiantando que o aligeirar dos procedimentos administrativos facilitará a vida dos agricultores e permitirá baixar os custos suportados pela indústria alimentar".

A proposta de uma OCM única irá permitir a revogação de mais de 40 actos do Conselho e a substituição de mais de 600 artigos que figuram nos actuais regulamentos por menos de 200 artigos. A proposta vai agora ser submetida ao Conselho e ao Parlamento Europeu, esperando a Comissão que possa entrar em vigor em 2008. Cerca de metade dos portugueses prevê que a situação económica do país piore nos próximos 12 meses. Esta é uma das conclusões que pode ser retirada do último Eurobarómetro (estudo da opinião pública europeia) realizado sobre Portugal pela Comissão Europeia. O estudo aponta ainda para o facto da maioria dos inquiridos defenderem a importância de medidas conducentes ao combate ao desemprego, pobreza e exclusão social. O Eurobarómetro revela ainda alguns dados curiosos; os portugueses estão entre os europeus que menos concordam com o casamento entre homossexuais ou a adopção de crianças por casais do mesmo sexo. Apenas 29% dos inquiridos em Portugal concordam, percentagem que sobe para os 44% na média dos países europeus (chegando na vizinha Espanha aos 46%). De acordo com o estudo, 66% dos portugueses estão ainda entre os que pensam que os imigrantes contribuem muito para o país e isto quando a média europeia é de 40. No campo religioso, metade dos portugueses (50%) pensa que a religião tem um peso demasiado importante na sociedade. Na média europeia, esta percentagem desde ligeiramente para os 46%.


Autor: José Júlio Oliveira da Cruz   Fonte: Reconquista.pt
-  -


2006-11-30      Mudanças na PAC podem gerar quebras de 30 por cento no regadio
      
A reforma da Política Agrícola Comum (PAC) poderá gerar quebras de 30 por cento nas áreas regadas e no rendimento do sector do regadio em Portugal, conclui um estudo apresentado na semana passada, em Évora, durante as jornadas internacionais promovidas pela Federação Nacional de Regantes de Portugal (Fenareg).

O documento prevê que as áreas mais afectadas correspondam aos vales do Sado e do Sorraia e à Lezíria de Vila Franca de Xira, sobretudo devido ao desligamento das ajudas comunitárias da produção e à adopção do regime de pagamento único (RPU).

A direcção da Fenareg - organização que representa 90% dos regadios colectivos portugueses, correspondentes a cerca de 90 mil hectares - considera estes cenários preocupantes e defende um conjunto de medidas que permitam manter a competitividade do sector com "maiores perspectivas de futuro" da agricultura portuguesa.

Primeiro, apostar na produção de bioetanol para garantir "um limiar mínimo" nos preços do milho - que representa cerca de 40% do regadio português - e apoios ao investimento na reabilitação e modernização das estruturas de rega para continuar a aumentar a eficiência no uso da água. Sustenta mesmo que os investimentos dos últimos anos reduziram para cerca de metade a água utilizada, mantendo e até aumentando as produções.

A Fenareg defende ainda mais investimento na criação de reservas de água e o adiamento para 2010 da aplicação da taxa de recursos hídricos. Se estas medidas não forem devidamente ponderadas, corre-se o risco de induzir "a inviabilidade e o abandono da actividade agrícola, com severas consequências no mundo rural". A organização representativa dos regadios colectivos propõe ainda a valorização dos produtos biológicos e diferenciados de qualidade.

O estudo sobre o impacto da reforma da PAC e da Lei da Água sobre a agricultura de regadio, do professor Francisco Avillez, prevê que a médio prazo se produzam alterações significativas nas culturas regadas: aumento das culturas hortícolas, pastagens e forragens e redução das áreas de arroz, dos cereais de regadio e da beterraba. Em causa está o novo modelo de apoios comunitários e o desligamento das ajudas da produção. Por isso, o especialista prevê que, a longo prazo, irão dar-se "reduções significativas nas áreas regadas", com os regadios entretanto abandonados a destinarem-se a actividades não produtivas compatíveis com o regime de pagamento único.

Milho para produzir bioetanol

Francisco Avillez julga que a manutenção da cultura do milho dependerá da sua utilização como matéria-prima para a produção de bioetanol e que o arroz depende da "existência de um nível adequado de pagamentos agro-ambientais". Já o futuro do tomate para indústria "irá depender das opções futuras no âmbito da reforma da respectiva Organização Comum de Mercado". E embora as áreas de pastagens e de forragens possam ser alternativa, isso está ligado à evolução da actividade pecuária.

Para minimizar os riscos de abandono, o estudo preconiza medidas que promovam a confiança no futuro da agricultura de regadio e uma política de preços da água atenta ao desenvolvimento sustentável das zonas rurais.

Estima ainda que cerca de 81% das áreas de regadio têm resultados competitivos, mas prevê que com a reforma da PAC essas parcelas desçam para cerca de 47%. Para tentar inverter esta tendência, defende medidas para o aumento da dimensão económica das explorações de regadio, a melhoria da qualificação técnica da mão-de-obra e da capacidade de gestão e de organização comercial, a promoção da inovação, o estreitar da cooperação entre as diversas fileiras produtivas e a promoção nos mercados interno e externo dos produtos agrícolas de regadio.



Autor: Jorge Talixa   Fonte: Publico.pt
-  -


2006-11-08      Laboratório para o leite abre ao fim de sete anos
      
Oministro da Agricultura, Jaime Silva, inaugurou, no passado dia 2, na freguesia da Ordem, Lousada, o primeiro laboratório interprofissional do sector do leite e lacticínios de Portugal, propriedade de uma organização que reúne sete federações e associações ligadas ao sector agrícola, e tem por sigla ALIP. A estrutura, cujo investimento ronda 3,5 milhões de euros, emprega 18 pessoas, está equipada com tecnologia de ponta e tem capacidade para analisar três mil amostras por dia. Aguarda a declaração de instituição de interesse público.

O laboratório, cuja actividade se iniciou em Outubro, permitirá a realização de análises para a classificação de leite ao produtor e contraste leiteiro, numa única unidade laboratorial. Acolhe amostras provenientes de todo o país e o custo por análise é idêntico para todos os pedidos. Tem o mérito de permitir que todo o leite produzido e recolhido no país seja sujeito a procedimentos similares em matéria de avaliação qualitativa.

A ALIP não tem fins lucrativos. Para o investimento, apresentou um projecto de 4,1 milhões de euros, no âmbito do programa Agro/Feder, mas acabou por ser contemplado apenas com 3,5 milhões de euros. A associação espera agora do Governo a obtenção do estatuto de instituição de utilidade pública, para poder aceder a novos benefícios. A propósito, o ministro comentou "Entendo que estamos perante um bom exemplo e concordo que esta associação obtenha tal estatuto".

Inicialmente, ou seja, em 1999, a associação, presidida por Fernando Mendonça, da Agros, pensou instalar o laboratório em Vairão, Vila do Conde, mas tal não foi possível. Mais tarde, foi equacionada a hipótese de Guilhabreu (zona de Aveiro) e, finalmente, foi implantado na antiga "Agros" de Lousada, com acesso directo à auto-estrada A4 e à A42.

A ALIP congrega várias entidades do sector cooperativas, industriais, cooperativas do crédito agrícola, produtores de bovinos leiteiros, a Confederação Nacional de Agricultura e a Associação dos Jovens Agricultores de Portugal


Autor: Global Noticias   Fonte: Jn.pt
-  -


Página - 1-| 2-| 3-| 4-| 5-| 6-| 7-| 8-| 9-| 10-| 11-| 12-| 13-| 14-| 15-| 16-| 17-| 18-| 19-| 20-| 21-| 22-| 23-| 24-| 25-| 26-| 27-| 28 -| 29-| 30-| 31-| 32-| 33-| 34-| 35-| 36-| 37-| 38-| 39-| 40-| 41-| 42-| 43-| 44-| 45-| 46-| 47-| 48-| 49-| 50-| 51-| 52-| 53-| 54-| 55-| 56-| 57-| 58-| 59-| 60-| 61-| 62-| 63-| 64-| 65-| 66-| 67-| 68-| 69-| 70-| 71-| 72-| 73-| 74-| 75-|