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2006-10-19      Investigadores descobrem novas espécies de orquídeas na Papuásia-Nova Guiné
      
Uma série de expedições organizadas pela organização Fundo Mundial da Natureza (WWF, na sigla em inglês) na Papuásia-Nova Guiné descobriu, pelo menos, oito novas espécies de orquídeas.

No âmbito das expedições à região de Kikori, entre 1998 e 2006, as equipas da WWF recolheram 300 espécies de orquídeas. A Papuásia-Nova Guiné já é o país do mundo com mais espécies de orquídeas registadas, diz a organização.

"Esta é uma incrível mina de ouro de orquídeas", considera Wayne Harris, botânico do Herbário de Queensland, na Austrália, e um dos maiores especialistas mundiais em orquídeas.

A WWF, juntamente com a Kutubu Joint Venture Partnership, está a trabalhar na conservação da região de Kikori e "na fantástica diversidade de plantas e animais que suporta".

Segundo a WWF, Kikori "é uma das últimas áreas da Papuásia-Nova Guiné com uma tão grande variedade de habitats florestais".

O anúncio desta descoberta surge uma semana depois do lançamento oficial de duas novas áreas protegidas, que "vão proteger áreas significativas da floresta onde estas orquídeas foram encontradas".

"A triste realidade é que muitas destas plantas, incluindo aquelas que podem conter a cura para algumas doenças, podem extinguir-se mesmo antes de serem descobertas para a ciência. Isto dá um carácter de urgência aos esforços de conservação a longo-prazo", salienta a WWF


Autor:    Fonte: Publico.pt
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2006-10-19      começou a laborar há 50 anos na Azambuja
      
A fábrica de transformação de tomate, Sugal, começou a laborar há 50 anos na Azambuja tirando muita gente da vida dura do campo. Ainda hoje a unidade dá emprego sazonal na vila.

Como foi criar do início uma sociedade agrícola?

Quando começámos a trabalhar na Azambuja o meu sogro tinha aqui oito propriedades que faziam 40 hectares. Hoje fazemos 1.800 hectares no Ribatejo e outros tantos em Elvas. Fomos aumentando e crescendo.

Com que tipo de cultura começaram?

Aqui na Azambuja só havia o trigo. Cereais basicamente. Fomos os introdutores do milho na Azambuja. Depois em 1957 fomos convidados para fazer parte da sociedade que fundou a Sugal. Depois é que começou a desenvolver-se a cultura do tomate.

Não foi difícil para um veterinário abraçar a agricultura?

Não, tinha já muito relacionamento com a agricultura e a veterinária é uma ciência também ligada à natureza.

Com quantas pessoas começaram?

Quatro pessoas. Azambuja na altura do Inverno não tinha culturas. Havia desemprego. Nós aumentámos o número de postos de trabalho, aumentámos a área... Depois de 1958/59, quando a fábrica começou a tomar outra dimensão, praticamente acabou a falta de emprego na Azambuja.

Como surgiu a ideia da fábrica de tomate?

Um dia fui falar com o senhor Teodoro Prudêncio da Casa Prudêncio e Filhos. E ele convidou-me para a sociedade da Sugal. Disse-lhe que ia falar com o meu sogro. Entrámos. Um dos sócios Prudêncio pôs como condição avançar com o dinheiro que fosse preciso, mas sem assinar letras. Isso gastou-se na conta das máquinas e no pessoal. Havia que ter um fundo de maneio para a fábrica trabalhar. Pôs à disposição a sua quota. Outro dos sócios, Alberto Teotónio Pereira, morreu. O cunhado quis vender a quota, tal como José Prudêncio. E nós comprámos. Uma noite telefonou um dos sócios a dizer que também queria vender. Lá fizemos umas contas e comprámos tudo.

Porque é que os outros sócios desistiram?

Lançar uma indústria, uma marca ou um produto tem sempre uns anos muito difíceis. Com o concentrado de tomate acontece a mesma coisa. Em 1958 não se viu nada, em 59 pouco se vendeu e as pessoas começaram a desanimar. Diziam que nunca mais vinha lucro. Era só pôr dinheiro e andar para a frente e começaram a desistir.

O senhor acreditou?

Eu acreditei. Estava à frente daquilo, sabia o que aquilo era. Era trabalhar para vender um produto bom e esperar. Visitava a Europa várias vezes a falar com os clientes e mostrar amostras. Fomos fazendo clientes. Em 1958 fizemos 200 toneladas de concentrado. Este ano fizemos 36 mil toneladas.

Foi difícil montar a fábrica de raiz?

O equipamento é todo italiano. Ainda hoje vem tudo de Itália. Fomos comprando. Pouco a pouco. Naquele tempo durante a campanha a fábrica tinha muita gente. Cerca de 200 pessoas. O tomate era uma cultura que exigia muita mão-de-obra e pouco investimento. Há 10 ou 12 anos deu-se o inverso. Muito investimento e pouca mão-de-obra. Hoje é mais fácil fazer 50 hectares de tomate que era naquele tempo fazer cinco.

Estava mais concentrado na fábrica?

Estava nas duas coisas. Com o gado, com a agricultura e com as searas. A fábrica era aqui tão perto que passava lá quando vinha para casa.

Foi coincidência instalar a fábrica mesmo frente a sua casa?

Não. O senhor Teodoro Prudêncio tinha uma propriedade mesmo ali ao lado e juntámos os dois e fizemos ali a fábrica. Até havia um rapaz meu amigo que dizia com piada: “Este diabo tem a dor de cabeça mesmo em frente à vista”. (risos)

Alguma vez despediu alguém?

Fui obrigado a despedir algumas pessoas. Mas nunca perdi nenhum litígio em tribunal. E tive muitos processos no tribunal de trabalho. Neste momento temos mais de 150 trabalhadores em todas as empresas.

Como vê o encerramento da vizinha fábrica da Azambuja?

É inevitável, mas vejo com desgosto porque vai ficar muita gente desempregada. Sobretudo para homens com 40 e 50 anos é muito difícil vir a arranjar emprego noutra empresa. Isso apoquenta-me e entristece-me. Mas as fábricas e as instituições não são casas de misericórdia. Os americanos chegaram a essa conclusão e as pessoas aqui também tiveram uma certa culpa com todas estas greves. Não compreendo porque os espanhóis produzem o mesmo carro 500 euros mais barato…

Dizem que são custos de transporte…

Não sei… Porque é que as outras empresas também se vão embora? O português é um belíssimo operário, mas é preciso estar muito bem enquadrado. Se tiver uma boa chefia produz. Se calhar ali na General Motors isso não funcionava tão bem… Lá fora fazem todos boa figura. Porque estão bem enquadrados e têm bons chefes.

Era capaz de deslocalizar a produção para fora?

Se tivesse necessidade deslocalizava para a tornar rentável.

A pouco e pouco tem passado o legado aos seus filhos. Tem sido uma sucessão tranquila?

Fiz este raciocínio. Estou com 70 e tal anos. Qualquer dia tenho para aqui qualquer coisa e cai tudo em cima deles. Eles são quatro filhos. Já está cada um em cada pelouro. Eu vou orientando as coisas e eles vão ganhando experiência. Fiz uma sociedade familiar. São sociedades anónimas que têm uma administração, cuja assembleia geral reúne de três em três anos. Dão conta do recado ficam na administração. Não dão conta do recado vão-se embora. Está tudo previsto nesse sentido.

E as filhas?

As filhas têm participação, mas não estão na actual administração. O protocolo estabeleceu que eram os rapazes que ficam na administração. Se não der certo não quer dizer que amanhã venha um neto ou uma neta… Quem tiver mais unhas…


Autor: Entrevista   Fonte: semanal.omirane.pt
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2006-10-11      RURALTEC - 13 a 15 de Outubro 2006, Herdade da Mitra - Évora
      
A RURALTEC 2006 decorrerá de 13 a 15 de Outubro de 2006, na Herdade da Mitra, será, nesta sua primeira edição, subordinada ao tema "Alentejo, Terra de Produção de Qualidade", pretende promover um sério debate sobre a produção agro-pecuária e alimentar de qualidade na Região Alentejo.

A RUARLTEC 2006 promoverá um ciclo de Jornadas Técnicas, onde se debaterá a produção agro-pecuária das espécies animais autóctones desta região, nomeadamente, bovinos, suínos, ovinos e caprinos, desde os prados e pastagens onde se alimentam, até aos produtos transformados (queijos, enchidos, etc), passando pelo seu maneio e sanidade. Esta será também uma oportunidade de excelência para apresentar publicamente os resultados dos inúmeros trabalhos de investigação produzidos na Universidade de Évora acerca dos referidos temas.

Este certame pretende ainda desenvolver uma mostra do mundo rural e agro-pecuário em que estamos inseridos. Desde a maquinaria agrícola às espécies pecuárias, passando pelo artesanato e pelo turismo, diversas empresas e organismos marcarão presença por forma a divulgar os seus produtos e serviços.

Para além de actividades equestres, haverá ainda lugar a diversas actividades desportivas de ar livre, as quais seguramente animarão este evento.

O objectivo principal da RURALTEC 2006 é a apresentação de produtos e serviços que se relacionem com a produção agro-pecuária e alimentar de qualidade na Região Alentejo.

É considerado "Publico Alvo" da RURALTEC 2006, para além do público em geral, Estudantes das Áreas de Agricultura, Agro-Alimentar, Zootécnica e Veterinária, Agricultores, Produtores Pecuários e Agro-Pecuários, Médicos Veterinários e Profissionais Destes Sectores entre outros

Contactos:
Morada
Rua Diogo Cão, 21
7000-872 Évora

Telefone
934 381 502

Fax
266 74 89 51

E-Mail
ruraltec@uevora.pt


Autor:    Fonte: uevora.pt
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2006-10-09      Agricultores com cadastro digital
      
O Ministério da Agricultura está à beira de uma revolução tecnológica. Jaime Silva quer dialogar com os agricultores via internet e quer conhecer o historial de cada um.
Segundo apurou o Correio da Manhã será criado junto do IFADAP – Instituto de Financiamento e Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e Pescas o projecto iDigital que tem como objectivo dar continuidade aos princípios orientadores da nova sociedade de informação aplicados à Administração Pública.

Entre as várias vertentes do iDigital está a constituição e manutenção de um ‘histórico’ de cada agricultor, a partir das informações que se encontram nos vários serviços do ministério, e que passarão a ser o suporte ao processo de candidaturas a fundos e subsídios, que deverão ser realizadas via internert.

O objectivo é racionalizar a atribuição de subsídios e optimizar os processos de análise, apuramento e pagamento das várias ajudas e incentivos, bem como a prestação de contas.

Em 2005, a despesa pública afecta às ajudas ao investimento no sector agrícola foi superior aos 439 milhões de euros, com destaque para os programas AGRO e AGRIS, que totalizam 90 por cento dos investimento.

Assim, sempre que um agricultor apresente uma candidatura, o processo será tratado tendo por base o ‘histórico’ que esse mesmo agricultor tem junto dos serviços. “Passamos a ter uma filosofia de confirmação, com o Ministério a perguntar ao candidato se mantém a mesma área de cultivo, as mesmas culturas ou as mesmas cabeças de gado, contrariamente ao que se passa hoje, onde é o agricultor que junta ao processo todos os elementos da sua exploração”, afirmou ao CM, uma fonte próxima do processo.

Para a construção do ‘histórico’ serão integradas as várias bases de dados do Ministério (Direcção-Geral dos Recursos Florestais, Veterinária, Pescas, Instituto da Vinha e do Vinho, etc.) de modo a possibilitar um cruzamento de dados que possa dar uma visão alargada do património de cada agricultor. Serão igualmente implementados novos instrumentos de apoio à gestão de ajudas/incentivos.

PROVA DE ACTIVIDADE

Uma outra alteração significativa, a ser implementada já a partir de 1 de Janeiro de 2007 (com a aplicação do novo Quadro Comunitário de Apoio) é o pagamento aos jovens agricultores do chamado “subsídio de primeira instalação”.

Até agora, esse subsídio – no montante de 25 mil euros – era pago, de uma só vez, à cabeça, sempre que um jovem agricultor apresentava um projecto de instalação.

A partir de 1 de Janeiro, o pagamento desse subsídio será faseado no tempo, com o agricultor a ter de provar, em cada ano, a continuidade da sua exploração. Esta medida, segundo o ministério, visa combater a chamada ‘caça ao subsídio’, que fazia com que alguns agricultores recebessem o “prémio de primeira instalação” e passado um ano abandonassem a actividade.

Mais uma vez, esta alteração merece a condenação das Confederações, que defendem que “a ajuda deve ser conferida no momento em que o jovem agricultor mais precisa e esse momento é o da sua instalação”.

Os regulamentos que definirão a atribuição deste e doutros subsídios no âmbito do novo Quadro Comunitário de Apoio deverão ser publicados até ao final do corrente mês.

OUTRAS MUDANÇAS

INSPECÇÕES

As inspecções realizadas aos agricultores deverão ser feitas dentro de um controlo integrado, abrangendo todas as actividades, sejam elas a produção florestal, vinha ou criação de gado.

PORTAL

Prevê-se a criação de um portal junto do ministério que permitirá aos agricultores beneficiários de ajudas, a consulta de toda a informação relevante que lhes diga respeito.

CANDIDATURAS

Disponibilizar ao agricultor que se queira candidatar a ajudas, dados pré-preenchidos e validados junto do ministério que digam respeito à sua situação e verificação dos requisitos de elegibilidade.


Autor: Miguel Alexandre Ganhão   Fonte: CM - Online
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