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2006-08-07      Açores confirmam caso de vaca com BSE na ilha do Pico
      
O Governo açoriano revelou hoje que foi detectado um caso de uma vaca com Encefalopatia Bovina Espongiforme (BSE) numa exploração da ilha do Pico, tendo sido decretado de imediato o sequestro sanitário do local.

Segundo uma nota da secretaria regional da Agricultura e Florestas, o diagnóstico foi hoje confirmado pelo Laboratório Nacional de Investigação Veterinária, após o teste rápido de despistagem da vaca ter dado positivo aquando do seu abate.

A mesma fonte assegurou que a carcaça do animal foi destruída de imediato e que foram cumpridos todos os procedimentos de segurança em vigor no âmbito do sistema operacional de controlo e vigilância à BSE. Foi ainda determinado o abate de todos os animais coabitantes e os descendentes do animal contaminado na exploração da ilha do Pico.

A da secretaria regional da Agricultura e Florestas garantiu ainda que nenhuma carcaça de bovino com mais de 30 meses sai dos matadouros regionais antes de ser conhecido o resultado dos testes rápidos de despistagem da BSE, uma medida concretizada pelo Governo açoriano com o objectivo de garantir a segurança dos consumidores.

As informações avançadas são, para já, a únicas disponibilizadas pela entidade, com o secretário regional da Agricultura e Florestas, Noé Rodrigues, a remeter para amanhã de manhã uma eventual reacção a este caso.

O caso hoje confirmado eleva para seis o número de animais diagnosticados com BSE nos Açores. O primeiro caso remonta a Novembro de 2000, numa vaca importada da Alemanha.


Autor: lusa   Fonte: Publico.pt
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2006-07-13      Ministro da Agricultura apresenta plano de recuperação da serra da Boa Viagem
      
A reflorestação de 245 hectares de área ardida na serra da Boa-Viagem e o aproveitamento dos resíduos florestais para a produção de biomassa são objectivos previstos no plano de recuperação daquela zona, apresentado hoje pelo ministro da Agricultura.

Hoje foi assinado um protocolo entre a Câmara Municipal e a Direcção Geral de Recursos Florestais (DGRF) para a recuperação daquela serra.

Em 2005, o fogo destruiu mais de mil hectares de floresta, dos quais 400 hectares de floresta pública.

O ministro Jaime Silva apresentou o Plano de Recuperação da Serra da Boa-Viagem, que prevê "um novo ordenamento”, tornando o espaço mais resistente ao fogo e capacitando-o para recuperar mais rapidamente. O plano prevê também a transformação dos resíduos florestais em biomassa.

"A reflorestação da área ardida entra já num plano de ordenamento florestal, quer nas espécies, quer nos sistemas de defesa, com aceiros e faixas separadores", explicou o governante aos jornalistas.

"O Plano de Recuperação da Serra da Boa-Viagem visa aproveitar tudo o que ardeu, transformando os restos em biomassa para produção de energia na Portucel (Figueira da Foz)", adiantou o titular da pasta da Agricultura, sublinhando que "este é um exemplo concreto do que poderá ser no futuro uma nova actividade económica da floresta portuguesa".

Em plena serra da Boa-Viagem, o ministro assistiu à demonstração de colheita e processamento de biomassa florestal, através de unidades automatizadas da Portucel, que são pioneiras na península ibérica.

"Com o lançamento do concurso de novas centrais de biomassa, o Governo vem claramente dizer que há uma nova oportunidade de sustentabilidade económica da floresta, que é a limpeza e a utilização dos restos para produção de energia", sublinhou Jaime Silva.

"A prevenção estrutural na floresta não foi feita durante anos e anos. Não fizemos o trabalho de casa e hoje temos o problema do combate". Para o ministro, a maioria dos fogos resulta da negligência e do comportamento incorrecto dos cidadãos e de causas intencionais, onde se incluem as queimadas.

Na sua deslocação à Serra da Boa Viagem, o ministro procedeu ainda à apresentação das equipas de vigilância móvel de bicicleta, que incorporam 60 jovens em acções de vigilância até Setembro a Casa da Protecção Civil, e à inauguração da Casa do Sapador Florestal.

Lídio Lopes, vereador da Câmara Municipal da Figueira Foz, disse que o protocolo assinado com a DGRF vai permitir que o Exército participe na recuperação da rede viária florestal da serra, através de uma unidade de engenharia civil.


Autor: Lusa   Fonte: Publico.pt
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2006-07-13      Ministério da Agricultura vai reduzir 29 por cento dos seus dirigentes
      
O quadro de altos funcionários do Ministério da Agricultura vai ser reduzido dos actuais 66 para 47, com a dispensa de cinco dos 21 directores-gerais e de 14 dos 45 subdirectores, avança a edição de hoje do "Jornal de Negócios".

O emagrecimento da tutela da Agricultura é possível devido à extinção de cinco das suas estruturas, prevista na nova lei orgânica do ministério liderado por Jaime Silva. Entram ainda no quadro de supranumerários 160 funcionários, que se juntam a outros 120 que já tinham sido transferidos.

São extintos o Instituto do Desenvolvimento Rural e Hidráulico, a Direcção-Geral de Fiscalização e Controlo da Qualidade Alimentar e duas direcções regionais. Para além destes quatro organismos, o Instituto Nacional da Garantia Agrícola vai ser fundido com o Instituto de Financiamento e Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e das Pescas, dando origem ao Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas.


Autor:    Fonte: Publico.pt
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2006-06-23      Reforma no sector vinícola não deverá afectar Portugal
      
O ministro da Agricultura, Jaime Silva, defendeu esta-sexta-feira que Portugal não deverá ser afectado pela reforma do sector vinícola proposta pela Comissão Europeia e que prevê a destruição voluntária de 400 mil hectares de vinha pouco rentáveis em troca de compensações financeiras que podem atingir os 2,4 mil milhões de euros."O sector português do vinho está numa dinâmica de qualidade e a trabalhar para a exportação. Temos dos melhores vinhos do mundo e temos de enfrentar esta reforma com tranquilidade", provando que o "desequilíbrio da União Europeia não está em Portugal", considerou Jaime Silva, comentando a proposta da Comissão Europeia, divulgada ontem. "O sector da vinha em Portugal é prioritário para o Governo" até porque possui "uma dinâmica empresarial e adaptação ao mercado já há alguns anos", adiantou o ministro da tutela, que não acredita em prejuízos graves para o País.

Com esta medida Bruxelas limitar os excedentes de vinho existentes no mercado, provocados não só pela dificuldade de escoamento, mas também pela redução de consumo e aumentar desta forma a competitividade.

Além de Portugal, também a França, Espanha e Itália já manifestaram o seu desacordo com a proposta.


Autor:    Fonte: CM-online
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