OAGRICULTOR
TODAS AS NOTICIAS

Titulo    


2006-04-28      Já começou a Festa do Vinho
      
O certame está de olho no vinho, mas sem esquecer os outros produtos tradicionais do concelho. O secretário de Estado Adjunto da Agricultura e Pescas esteve presente na inauguração da Festa do Vinho 2006, Luís Medeiros destacou a evolução do vinho ao longo dosúltimos 10 anos. O Pavilhão Municipal de Exposições do Cartaxo é palco da 18ª edição da Festa do Vinho. Um certame que marca presença até 1 de Maio


Autor:    Fonte: Irisfm.pt
-  -


2006-04-23      O segredo está na colza
      
A região e até o País têm nova oportunidade agrícola
A União Europeia quer reduzir a dependência energética do exterior e prevê a substituição de 20 por cento dos combustíveis por biocombustíveis até 2020. Espera por isso um crescimento exponencial das culturas bioenergéticas que, no caso português, serão viáveis ao nível da colza. A garantia é de Fernando Penha.
O cultivo da colza, com o objectivo de produzir biodiesel e farinhas para alimentação animal, será uma alternativa viável às culturas de sequeiro feitas actualmente na Campina de Idanha e em muitas outras zonas do País, pelo que as explorações agrícolas poderão ganhar um novo alento, enquanto os produtores obterão rendimentos sustentados e com garantias de futuro.

A conclusão é de Fernando Penha, um engenheiro agrónomo natural de Castelo Branco, que dedicou o último ano ao estudo de viabilidade da produção de colza em Portugal, tendo efectuado estudos teóricos prévios e ensaios de campo posteriores, que agora lhe permitem concluir pela validade da sua hipótese inicial. Apesar disso, vai realizar ainda mais ensaios para aperfeiçoar a técnica da cultura (ver página ao lado).

Na sua opinião, a aposta na cultura é estratégica e, com efeito o decreto-lei 66/2006, publicado em Diário da República a 22 de Março, dá conta da “estratégia da União Europeia de, até ao ano 2020, substituir 20 por cento dos combustíveis derivados do petróleo usados no transporte rodoviário por biocombustíveis ou combustíveis alternativos”. Ora, tendo em conta os dados, dificilmente a Europa conseguirá produções que lhe permitam ser então auto-suficiente na produção de biocombustíveis (ver caixa).

Associando a isto a reforma da Política Agrícola Comum (PAC), que acabou com as ajudas directas à produção e abriu caminho à reconversão de muitas explorações agrícolas, Fernando Penha decidiu testar a colza, dado o sucesso obtido pela cultura no sul de França, uma zona cuja realidade adafo-climática está próxima da portuguesa. Teve também em conta o facto da produção de biocombustíveis estar isenta de impostos a partir do momento que incorpore uma parte de matéria-prima de origem nacional (ver caixa).

Vantagens da colza Na opinião daquele técnico, esta não será uma cultura que permita lucros elevados e rápidos, pois tem uma ajuda de 45 euros por hectare (desde que tenha como fim a produção de biodiesel), falando-se neste momento na possibilidade dessa ajuda poder crescer ligeiramente. Mas é na própria rentabilidade da cultura que sustenta a tese da colza poder vir a substituir áreas anteriormente ocupada por culturas de cereais.

A União Europeia admite mesmo que, sem prejudicar o regime de pagamento único (resultante da reforma da PAC e que permite receber apoios fixos, mesmo sem produzir), o agricultor que opte pela produção de colza em áreas até agora ocupadas por cereais, podendo receber o apoio à cultura. Ora, em Portugal “a produção de cereais praganosos ocupou uma área de cerca de 300 mil hectares, mas actualmente é de cerca de 150 mil hectares”, o que abre caminho para a colza.

Por outro lado, a produtividade média da colza na União é de 3,5 toneladas por hectare, o que corresponde a cerca de 1,2 toneladas de óleo por hectare. Logo, “a área de 150 mil hectares de cereais deixada de cultivar em Portugal representa um potencial produtivo de cerca de 150 mil toneladas de biodiesel/ano”, podendo mesmo ir até 180 mil toneladas, uma produção que, ainda assim, seria insuficiente para as necessidades do País (ver caixa).

Apostando na cultura, Portugal poderá seguir o exemplo de países dos 25, com destaque para a França, Alemanha, Reino Unido, Suécia, Polónia, entre outros, que já têm um total de 4,6 milhões de hectares de cultura de colza, a qual tem dois aproveitamentos fundamentais: da massa do grão de colza resulta 56 por cento de farinha para alimentação animal e 44 por cento de óleo, o qual é “muito utilizado para consumo humano, revelando também ser o de melhor qualidade para a produção de biodiesel”.

Analisando estes dados, Fernando Penha conclui que “a única cultura oleaginosa produzida na Europa, com viabilidade económica para a produção de biodiesel, é a colza, cujo óleo é de melhor qualidade. A literatura diz-lhe porém que este óleo poderá ser misturado com óleo proveniente de outras plantas, de modo a conseguir-se a mistura mais energética, tendo ao mesmo tempo a menor possibilidade de solidificação a temperaturas baixas e a menor possibilidade de ignição, o que facilita o armazenamento.

Uma ajuda ao ambiente Fernando Penha tem acompanhado também os estudos também feitos noutros países (esteve várias semanas no Brasil e actualmente encontra-se na Alemanha) e conclui que o óleo de colza será dos que mais aproveitamento terão, ainda que o biodiesel final inclua óleos provenientes de outras bioenergéticas. Estima ainda que o aumento das necessidades de biodiesel possa vir a ser superior às previsões.

O engenheiro baseia a sua opinião em cinco aspectos fundamentais. Em primeiro lugar, o crescente aumento do preço do petróleo leva a que o preço de produção de óleo de bioenergéticas seja um negócio lucrativo, com preços concorrenciais. Em segundo lugar é necessário ter em conta as reservas energéticas, que no caso do petróleo rondam os 45 anos, pelo que urge encontrar alternativas.

Em terceiro lugar, o aumento do consumo de energia será exponencial nas próximas décadas. Em quarto lugar, a União Europeia importa respectivamente 89 e 81 por cento do petróleo e do gás que consome. Finalmente, em quinto lugar, aponta a questão ambiental, que é urgente abordar, encontrando soluções para evitar o aquecimento global, cuja motivo principal reside no uso de combustíveis fósseis. Daí que se aposte hoje em energias renováveis, desde a eólica, foto-voltaica, geotérmica, solar térmica, entre outras.

No caso do biodiesel, além de permitir dinamizar o espaço rural e gerar emprego no sector agrícola, contribui-se para a redução do efeito estufa, uma vez que os biocombustíveis são isentos de enxofre e biodegradáveis. E a indústria sabe isso. “Hoje a indústria automóvel já tem os motores preparados para a adição de cinco por cento de biodiesel ao diesel. Mas também já há carros de passageiros e veículos pesados (VW, Audi, Seat, Skoda, Daimler Chrysler e MAN) cujos motores podem ser alimentados só a biodiesel, acontecendo o mesmo com veículos agrícolas e caldeiras para aquecimento”, afirma.


Autor: José Júlio Oliveira da Cruz   Fonte: Reconquista.pt
-  -


2006-04-22      Agricultores prometem mais protestos contra as alterações às medidas agro-ambientais
      
O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), João Machado, prometeu hoje mais protestos contra as alterações às medidas agro-ambientais propostas pelo ministro da tutela, Jaime Silva, com vigílias diárias junto ao ministério até à "grande manifestação" de Lisboa, no final de Maio. Em Castro Verde, no Alentejo, centenas de agricultores realizaram uma marcha lenta de protesto.

"Os agricultores vão continuar a lutar até que o ministro da Agricultura cumpra os pagamentos relativos às medidas agro-ambientais ou se vá embora", assegurou João Machado, durante a manifestação que ficou marcada pelo pedido de demissão de Jaime Silva e pelo corte temporário da circulação no Itinerário Principal nº2 (IP2) por máquinas agrícolas.

Garantindo que os "agricultores vão continuar a lutar pelos seus direitos", João Machado explicou que após as manifestações regionais de Évora (26 de Abril) e Castelo Branco (4 de Maio), os agricultores vão organizar vigílias diárias à porta do Ministério da Agricultura, em Lisboa, sem especificar a data da marcha lenta que pretendem realizar na capital.

Segundo o dirigente associativo, "cada dia de vigília será assegurado por uma das várias associações de agricultores associadas da CAP, de norte a sul do país, que aderirem a esta forma de protesto".

Na sua intervenção na manifestação de Castro Verde, João Machado acusou ainda Jaime Silva de ter "amordaçado sem sucesso" os seus colegas europeus, uma vez que, segundo o dirigente, a CAP vai ser recebida pela Comissária Europeia da Agricultura numa reunião prevista para 12 de Maio em Bruxelas.

O mesmo dirigente adiantou que já solicitou uma reunião com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, lembrando que foi no Governo PSD/CDS-PP que as medidas agro-ambientais foram aprovadas.

Voltando a pedir a demissão do ministro, o presidente da CAP alegou que Jaime Silva "não é capaz de ser ministro dos agricultores" e que "tudo o que fez até hoje foi contra a agricultura e o mundo rural".

Castro e Brito, presidente da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo, aproveitou também para retomar a polémica à volta do convite feito e entretanto retirado através da comunicação social a Jaime Silva para visitar a Ovibeja, o maior certame agrícola do Sul do país, a realizar 29 de Abril e 7 de Maio.

Sob uma vaia de assobios e apupos dos agricultores presentes no protesto, Castro e Brito explicou que os agricultores alentejanos não querem a visita de Jaime Silva porque como ministro "não presta". "Se o ministro insistir em visitar a Ovibeja, porque até pode comprar um bilhete, os agricultores alentejanos vão estar preparados para lhe dar a recepção que merece", avisou.

Após as intervenções dos dirigentes associativos, pelo menos 300 máquinas agrícolas percorreram as ruas de Castro Verde e cortaram a circulação o IP2, em ambos os sentidos, durante cerca de 25 minutos.

O corte do trânsito foi levantado depois da intervenção de dirigentes de organizações locais dos agricultores, tendo a marcha lenta de máquinas agrícolas retomado o caminho em direcção ao Parque de Feiras de Castro Verde.


Autor: Lusa   Fonte: publico.pt
-  -


2006-04-17      Ministro e agro-ambientais
      
Apanhado numa onda de contestação, Jaime Silva não desiste na remodelação das medidas agro-ambientais. Diz que quer dialogar com todos os agricultores, mas recusa apoiar explorações sem viabilidade económica. Afirma que Portugal está preparado para enfrentar a gripe aviária e haverá dinheiro para apoiar os criadores. Em relação à taxa de alcoolemia afirma que se “fez uma guerra sem motivo”. O assunto está encerrado e não existe nenhum ataque aos vitivinicultores.

Diz já ter começado a pagar que vai pagar 95 milhões de euros a 92 mil agricultores até ao final do ano. É preciso distribuir este dinheiro com equidade. Existem milhares de agricultores por todo o País e o Governo não pode ignorar essa realidade. Alguns dirigentes de uma Confederação compreenderam que ia haver uma mudança. Ia haver menos dinheiro para culturas sem qualquer viabilidade económica a prazo e mais dinheiro para a reconversão. As confederações perceberam todas que este Governo não é um Governo que apoia as ajudas aos agricultores para não produzir. A reforma da PAC não foi para deixar de produzir, foi para reconverter. Aqueles senhores que acham que podem continuar a receber ajudas (supostamente agro-ambientais) para manter uma produção de cereais que não é competitiva e a que se soma as ajudas directas aos cereais, acharam que a situação ia mudar. Com a reforma da PAC e o desligar as ajudas da produção, se não se produz, não é preciso colocar nitratos no solo e receber ainda mais uma ajuda por isso.


Autor: Miguel A. Ganhão   Fonte: CM - Online
-  -


Página - 1-| 2-| 3-| 4-| 5-| 6-| 7-| 8-| 9-| 10-| 11-| 12-| 13-| 14-| 15-| 16-| 17-| 18-| 19-| 20-| 21-| 22-| 23-| 24-| 25-| 26-| 27-| 28-| 29-| 30-| 31-| 32-| 33-| 34-| 35-| 36 -| 37-| 38-| 39-| 40-| 41-| 42-| 43-| 44-| 45-| 46-| 47-| 48-| 49-| 50-| 51-| 52-| 53-| 54-| 55-| 56-| 57-| 58-| 59-| 60-| 61-| 62-| 63-| 64-| 65-| 66-| 67-| 68-| 69-| 70-| 71-| 72-| 73-| 74-| 75-|