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2006-02-27      Muitos produtores portugueses depositam resíduos animais em aterros sanitários
      
Portugal está a desrespeitar várias regras comunitárias de tratamento dos produtos de origem animal impróprios para consumo, tais como peles e couros, depositando-os em aterros sanitários, detectou uma inspecção veterinária da Comissão Europeia.

O grupo de peritos, que esteve em Portugal no início do ano passado, concluiu que as autoridades competentes nacionais não estão a fazer o suficiente para fazer cumprir as regras da União Europeia (UE) para os subprodutos animais, como peles, couros, chifres e o conteúdo do aparelho digestivo.

O relatório aponta o dedo à "importante falta de consciência" dos produtores, que tratam os subprodutos animais e resíduos alimentares de origem animal "como lixo sólido urbano".

Além do depósito daquele material em aterros sanitários, os inspectores detectaram produtores nacionais a enterrar animais mortos sem qualquer controlo. Segundo o documento, alguns produtores já enviam os animais mortos para os camiões certificados - embora muitas vezes sem a devida selagem ou medição da carga -, mas ainda predomina no país o enterro dos cadáveres nos terrenos dos proprietários, sobretudo de animais de estimação.

"Em geral, o enterro nas quintas de animais mortos de várias espécies (incluindo cavalos) ainda é uma prática comum em todo o país", lê-se no relatório.

Em resposta às críticas apontadas por Bruxelas, o director-geral de Veterinária, Carlos Agrela Pinheiro, referiu que não introduziu qualquer regulamentação nesta matéria porque o destino dos cadáveres dos animais de estimação cabe às autoridades municipais. Existem, no entanto, algumas unidades de compostagem - processo de transformação de materiais grosseiros, como estrume, em materiais orgânicos utilizáveis na agricultura - para subprodutos de animais que não estão de acordo com as disposições do regulamento comunitário.

Os inspectores comunitários criticam ainda a falta de controlo nos matadouros na separação das peles dos animais aprovados e reprovados para consumo.

A ausência de uma estratégia para monitorizar a recolha dos restos de cozinha e de mesa provenientes de aviões que efectuam transportes internacionais é outra crítica da Comissão Europeia. Quanto ao controlo da execução destas regras, Bruxelas diz que há pouca coordenação entre as autoridades centrais competentes e as locais e os próprios inspectores têm insuficiente formação para tal.

A Direcção-Geral de Veterinária respondeu que "a situação política enfraqueceu as suas iniciativas para dirigir a organização do sistema de controlo de subprodutos animais" entre todas as autoridades competentes envolvidas.


Autor: Lusa   Fonte: publico.pt
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2006-02-27       Companhia das Lezíria aposta na produção de carne
      
A Companhia das Lezírias (CL) não vai ser privatizada. A garantia foi dada pelo ministro da Agricultura, Jaime Silva aquando da visita, na semana passada, à empresa sediada em Samora Correia. O governante reiterou também as novas orientações estratégicas que a nova administração da Companhia pretende implementar. A visita do ministro, que tem a tutela da CL, surgiu na sequência da “elaboração do Plano e Orçamento para 2006”, quando “foram trocadas impressões, no sentido de fazermos algumas orientações estratégicas”, afirmou Vítor Barros, presidente do conselho de administração da CL. Jaime Silva conheceu as ideias fundamentais defendidas pelos administradores empossados em Dezembro e visitou alguns projectos da maior empresa agrícola do país. Segundo Vítor Barros, “foi reafirmado pelo ministro que a empresa não é para privatizar, assim como está também afastada a hipótese de se continuar a dar a fazer a terceiros algumas actividades da Companhia”, ou seja, “a gestão não será alienada a terceiros”. Com estas medidas pretende-se fazer da CL “uma empresa de referência no sector e no agroturismo”. O ministro também visitou a adega, um sector que vai merecer “investimentos significativos”, com a reconversão de “uma área de vinha de 15/20 hectares com baixa produtividade e a candidatura ao Programa Vitis, em Abril, no sentido de, na próxima temporada, fazermos a recuperação da área”, explicou o presidente da empresa. Do rol das novas orientações estratégicas fazem parte outros projectos, entre eles a aposta na produção de carne de qualidade. “A CL já teve uma fileira de qualidade na carne de bovino”, que se encontrava à venda “numa grande cadeia de distribuição”, mas esta deixou de se fazer. A administração de Vítor Barros pretende retomar este projecto e “voltar a produzir carne de qualidade, não para uma fileira de uma cadeia de distribuição”, mas para a produção de “carne rica em Ómega 3”. Vítor Barros adianta que estão a ser lançadas as bases para a concretização da ideia e que esta “envolve mudanças estruturais”, nomeadamente “ao nível das pastagens, dos sistemas reprodutivos e da constituição das manadas”. Neste sentido e porque se “abandonou esta via da produção de carne”, vai ser necessário “reconstituir tudo de novo”, pelo que só “a partir do segundo semestre deste ano, e muito lentamente, é que vamos conseguir produzir carne de qualidade significativa”. Empresa desiste de parque zoológico Ao mesmo tempo, a administração de Vítor Barros decidiu abandonar o projecto, que vinha da anterior administração, da criação de um parque zoológico numa área de 250 hectares de Charneca em Samora Correia. A Parpública, holding do Estado que gere as empresas públicas, entre elas a CL, “aconselhou o abandono deste tipo de projecto” e os administradores consideraram que “a região e o património da empresa podem ser valorizados por outras vias, nomeadamente a observação de avifauna”, através da criação de um observatório de aves. Neste momento, a nova administração está a “dar os primeiros passos, no sentido de tentar fazer um estudo prévio para poder apresentar uma candidatura no âmbito dos planos operacionais do ambiente disponíveis no próximo Quadro Comunitário de Apoio. Questionado sobre se esta reunião surge na sequência da auditoria do Tribunal de Contas que recomendava a alteração do modelo de governação da Companhia das Lezírias e a fixação de orientações estratégicas, Vítor Barros assegurou que “já vinha a ser tratado com o ministro a necessidade de ter uma orientação nova para a CL, de forma a fazer um contrato de gestão com o accionista Parpública”, mas admite que o relatório veio dar outra visibilidade à questão”. Durante este mês de Fevereiro, a tarefa da empresa é “colocar no papel as orientações estratégicas que têm vindo a ser conversadas com o ministro”, concluiu Vítor Barros. Márcia Rodrigues Augusto
quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2006 | 18:23 horas


Autor:    Fonte: vidaribatejana.pt
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2006-02-22      Proprietários obrigados a declarar aves
      
O ministro da Agricultura, Jaime Silva, admitiu esta terça-feira que o Governo poderá obrigar os proprietários de capoeiras de todo o país a declararem as aves que possuem e responsabilizá-los pelo isolamento dos animais, como medida de combate à gripe das aves.aime Silva explicou que o vírus H5N1, a estirpe mais perigosa da doença, transmite-se pelas aves migratórias, pelo que é necessário impedir o contacto destes animais com os que se encontram em explorações para consumo.

“Hoje à tarde vou reunir com os produtores avícolas e não excluo adoptar a obrigação de declaração de aves que tem em sua posse e exigir que tomem medidas para impedir o contacto com as aves migratórias”, afirmou.

O ministro revelou ainda que vai pedir às direcções-gerais de agricultura e autarquias que façam um inventário dos aviários existentes em regime extensivo, ou seja, aves que não estão confinadas a um espaço isolado. O governante apelou “ao espírito cívico” dos proprietários, para que a produção nacional de aves não seja posta em causa.

De visita a uma exploração avícola em Aveiras de Cima, Jaime Silva quis sobretudo sossegar os consumidores, lembrando que os cientistas dizem que o consumo de aves é seguro desde que o animal seja cozinhado a uma temperatura superior a 70 graus.

A propósito das aves mortas que nos últimos dias foram analisadas em Portugal, o ministro referiu que todos os resultados existentes são negativos e lembrou que o ano passado foram feitos testes a 1.600 aves e que este ano o número de exames já vai em 1.101. “Não há nenhum ritmo anormal na morte dos animais”, garantiu Jaime Silva.

SECTOR APRESENTOU MÁS PERSPECTIVAS

O sector avícola português voltou a apresentar “más perspectivas” em Dezembro, com a redução nos preços dos animais de capoeira e a quebra na produção de ovos, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). De acordo com o INE, a produção de ovos de galinha para consumo teve uma redução de 11,6 por cento face ao mesmo mês de 2004, não tendo ultrapassado as 7,9 toneladas.


Autor:    Fonte: CM - Online
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2006-02-17      Gripe das aves: dez novos casos do vírus H5N1 detectados na Alemanha
      
Dez novos casos do vírus H5N1 da gripe das aves foram detectados em aves mortas na ilha alemã de Rügen, no mar Báltico, anunciou esta tarde dia 16, o Ministério da Agricultura do estado regional de Mecklemburg-Pomerania ocidental.

Das 40 aves encontradas mortas esta semana na ilha de Rügen, dez são portadoras do vírus H5N1, na sua forma altamente patogénica transmissível ao homem, segundo os primeiros resultados das análises realizadas pelo Institut Friedrich-Loeffler, responsável pela saúde animal na Alemanha, precisou o ministério regional.

Os primeiros casos do vírus H5N1 foram confirmados ontem em três aves mortas encontradas em Rügen.

Na Alemanha, o confinamento das aves de criação deverá entrar amanhã em vigor, ou seja, doze dias antes da data inicialmente prevista, dia 1 de Março.


Autor: AFP   Fonte: publico.pt
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