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2006-02-10      Déficit mundial de açúcar em 2005/06 será de 5,4 mil Ton
      
LONDRES (Reuters) - A corretora Czarnikow revisou para cima sua projeção para o déficit global de açúcar em 2005/06, para 5,4 milhões de toneladas, em comparação a 3,7 milhões em 2004/05.
A estimativa anterior, divulgada em novembro, foi de 3,03 milhões de toneladas.

"Nossa análise do balanço estatístico para 2005/06 agora está indicando uma queda maior nos estoques do que havíamos previsto antes como resultado da produção menor no Sudeste Asiático e do fim relativamente pobre da safra brasileira de cana", de acordo com a Czarnikow.

A corretora estimou a produção brasileira em 2005/06 em 28,15 milhões de toneladas, em comparação a 28,94 milhões no ano passado


Autor: David Brough   Fonte: ultimosegundo.ig.com.br
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2006-02-07      Na região da Beira Interior - Drabi detectou veados com tuberculose
      
Os serviços da Direcção Regional de Agricultura da Beira Interior (Drabi) detectaram diversos casos de veados com tuberculose durante o ano de 2004. Os animais, depois de abatidos, são sujeitos a um controle veterinário, mas o número de casos registados até à data não é suficiente para se poder considerar um surto, refere o director regional da Drabi, Rui Moreira. “Sempre que há montarias são colhidas amostras de sangue”, salienta Rui Moreira. Em 2004 a Drabi procedeu à análise de 594 amostras de sangue proveniente de veados abatidos. Dessas, foram detectados 13 animais portadores da “mycobactererim bovis”, vulgo tuberculose. Segundo Rui Moreira, não existem motivos para alarme, no que respeita a um cenário de surto. “As autoridades sanitárias têm conhecimento da situação. É alarmista falar-se em surto de tuberculose”, considera o responsável. “A maior parte desses animais (veados) está contida”, em zonas de caça e propriedades. Contactada pelo Reconquista, a Direcção Geral de Veterinária adianta que “os casos que têm vindo a ser detectados, têm sido alvo de investigação epidemiológica por parte dos Serviços Veterinários da Direcção Regional de Agricultura, e têm sido tomadas as convenientes medidas caso a caso”. Animais abatidos ilegalmente Segundo a mesma fonte, “não se lhe pode chamar de forma nenhuma um surto”. De acordo com o plano de erradicação desta doença, as explorações de origem dos animais infectados podem ser colocadas em sequestro e são instituídas medidas especiais de vigilância e controlo nos efectivos. Dos casos detectados na Beira Interior, a Direcção Geral de Veterinária refere não existirem “quaisquer consequências previsíveis para a saúde pública, uma vez que qualquer animal abatido que se destine a consumo é obrigatoriamente sujeito a inspecção sanitária veterinária”.

Mas, uma fonte contactada pelo Reconquista, adianta no entanto para o perigo da caça furtiva, que existe na região. Muitos dos animais abatidos ilegalmente vão parar às mesas dos restaurantes ou outras, sem qualquer tipo de controle sanitário, alerta a mesma fonte.


Autor: Nelson Mingacho   Fonte: Reconquista.pt
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2006-02-01      Barragem de Santa Justa pronta há quase dois anos vai finalmente encher
      
A barragem de Santa Justa, no Vale da Vilariça, deverá começar a encher "nos próximos dias" depois de quase dois anos à espera de autorização para fechar as comportas, anunciaram hoje os responsáveis pelo projecto.

Um representante do Instituto Nacional da Água (INAG), Adérito Mendes, garantiu hoje, em Mirandela, numa reunião da Comissão Nacional da Seca, que "nos próximos dias" será dada a autorização para fechar a comporta.

Esta barragem é considerada "vital" pelos agricultores de uma das zonas mais férteis de Trás-os-Montes para minimizar a falta de água para regadio, que há dois anos consecutivos impede o cultivo de várias culturas.

O equipamento está pronto há quase dois anos, mas não pode armazenar água por falta de autorização da autoridade nacional de segurança de barragens, o INAG.

INAG responsabiliza Direcção Regional de Agricultura

"Certamente que não é por responsabilidade do INAG, que isto acontece", garantiu Adérito Mendes, que responsabilizou o promotor da obra, a Direcção Regional de Agricultura, pelos atrasos no processo.

Segundo disse, o promotor não cumpriu os requisitos e regras de segurança, pelo que houve necessidade de reformular o plano de segurança interno da barragem.

Para o director regional de Agricultura de Trás-os-Montes, Carlos Guerra, o que "importa agora não é apurar culpas, mas desbloquear situações".

Outras duas barragens na mesma situação

Carlos Guerra realçou que a sua equipa está em funções há seis meses e desde então tem trabalhado para resolver a questão desta e de mais duas barragens na região em situação idêntica, uma em Armamar e outra em Mirandela.

O director regional acredita que "dentro de quinze dias, um mês, no máximo, a barragem de Santa Justa vai começar a encher".

O representante do INAG mostrou abertura para "dentro do limite dos riscos aceitáveis, permitir que haja armazenamento de água ainda para fazer face a este Verão".

O presidente da junta de agricultores do Vale da Vilariça, Fernando Brás, não ficou "totalmente satisfeito" com as garantias que ouviu.

"Ficaria satisfeito se a decisão tivesse sido tomada hoje, se dissessem que se podia fechar a comporta e fazer o primeiro enchimento", afirmou.

Fernando Brás espera que "nos próximos oito a dez dias chegue a autorização", caso contrário promete "ir para a direcção regional e não arredar pé enquanto as coisas não forem feitas".

Desde a década de 1960 que os agricultores aguardam pela concretização de um plano de regadio que inclui a barragem de Santa Justa, a terceira e última do chamado Bloco Norte do Vale da Vilariça, que actualmente conta apenas para a rega com as barragens da Burga e do Salgueiro.

A primeira está praticamente vazia e a segunda com uma quota reduzida, que vai ser reforçada com recurso a bombagem de água de uma ribeira próxima.

Para o plano de regadio do vale ficar completo falta mais uma barragem, a da Ribeira Grande e Arco, que já foi adjudicada.


Autor: Lusa   Fonte: publico.pt
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2006-02-01      Agricultores de Múrcia e Madrid estreiam o primeiro banco da água
      
No próximo Verão, os agricultores de Madrid decidiram deixar de plantar milho para vender a água aos agricultores de Múrcia, a 19 cêntimos o metro cúbico. Em troca recebem três mil euros por cada hectare de milho que deixarem de cultivar. Quando a transacção for concretizada, dentro de 15 dias, estará criado o primeiro banco da água espanhol.

Segundo o jornal diário “El País”, a decisão foi tomada pela associação de regantes de Madrid porque é-lhes mais rentável vender a água aos agricultores de Múrcia do que plantar o milho, cultivo subvencionado.

A negociação, mediada pela Confederação do Tejo, não foi simples até porque esta é a primeira vez que são trocados direitos sobre a água. A lei espanhola permite a cedência de água entre concessionários, mediante uma compensação livremente acordada, sem fins especulativos e com a autorização das confederações hidrográficas afectadas.

As 80 associações de regantes de Múrcia vão ter, assim, água garantida, numa altura de restrições à utilização da água para fins agrícolas.

O jornal espanhol adianta que já foi aceite activar outro banco, desta vez, no Guadalquivir.

“Quando não há água para partilhar, os bancos de água permitem a utilização eficiente da escassez”, comentou Jaime Palop, director-geral espanhol da Água.

Hoje, o “El País” noticia ainda que o Ministério do Ambiente de Cristina Narbona deu parecer desfavorável a nove projectos urbanísticos na zona de Madrid por não ter ficado justificado como e de onde será feito o abastecimento de água. A água armazenada na região está apenas a 38,66 por cento da sua capacidade.

Este domingo, o investigador Filipe Duarte Santos disse à revista PÚBLICA que existe a necessidade de “sistemas de irrigação que não consumam muita água”, perante a “conjugação do muitíssimo provável aumento da temperatura, com a provável diminuição da precipitação”.

Os recursos hídricos e a agricultura serão os sectores mais afectados em Portugal pelas alterações climáticas. Esta tarde é apresentado na Gulbenkian o SIAM II, “Alterações Climáticas em Portugal. Cenários, Impactos e Medidas de Adaptação”, com a participação do ministro do Ambiente Francisco Nunes Correia.


Autor: Fernando Bustamante/AP   Fonte: publico.pt
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