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2005-12-26      UE: área agrícola utilizada diminuiu 2,5 por cento entre 1990 e 2000
      
A área agrícola utilizada na União Europeia a Quinze registou uma diminuição de 2,5 por cento entre 1990 e 2000, revela hoje o relatório “Agricultura e Ambiente na UE – 15” sobre as interacções entre estes dois sectores, elaborado pela Agência Europeia do Ambiente (EEA, na sigla em inglês).

O relatório é a resposta da Comissão Europeia ao pedido do Conselho da Agricultura feito em 2001 para elaborar um conjunto de 40 indicadores agro-ambientais para monitorizar o progresso da integração das preocupações ambientais na Política Agrícola Comum (PAC).

Entre as tendências ambientais da agricultura europeia salientadas no relatório está a diminuição por 2,5 por cento da área agrícola utilizada (AAU) entre 1990 e 2000, o que afectou, especialmente, as áreas de pastagens e culturas permanentes.

A área de agricultura orgânica na AAU da UE a 15 passou de 1,8 por cento em 1998 para os 3,7 por cento em 2002.

A percentagem da terra agrícola alvo de medidas agro-ambientais aumentou de 20 por cento em 1998 para 24 por cento em 2002.

Quanto aos recursos hídricos, durante a última década, a área equipada para irrigação aumentou doze por cento, apesar de o consumo de água para fins agrícolas ter estabilizado, especialmente devido ao aumento na eficiência na sua utilização.

O norte de Portugal e o sul de Espanha estão entre as regiões onde o risco de erosão do solo é preocupante.

Em 2002, o sector agrícola contribuiu com cerca de dez por cento para as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) - maioritariamente metano e óxido nitroso -, apesar de as emissões terem baixado nove por cento desde 1990 devido à redução das cabeças de gado, do uso de fertilizantes minerais e das alterações nas práticas agrícolas.

A quantidade estimada de pesticidas usados aumentou de 194 mil toneladas em 1992 para 232 mil toneladas em 1999, representando um aumento de 20 por cento. Portugal, juntamente com Itália, Grécia e França, tem níveis de aplicação de pesticidas mais elevados em relação à média da UE a 15.

O relatório salienta que a agricultura ajuda a reduzir as emissões de GEE através da produção de bioenergia como substituto dos combustíveis fósseis.

As áreas agrícolas com maior valor para a biodiversidade - abrangendo entre 15 a 25 por cento da AAU - situam-se especialmente na região mediterrânica, no Reino Unido e na Irlanda e em algumas zonas da Escandinávia.

A maioria das espécies de aves agrícolas sofreu um forte declínio de 1980 a 2002, especialmente devido à intensificação da actividade.

Segundo o relatório, a agricultura extensiva é importante para a manutenção da diversidade biológica e da paisagem, dado que 18 por cento dos habitats da Rede Natura 2000 dependem das práticas agrícolas tradicionais.

Os autores do estudo concluem que foi c um “progresso substancial” no desenvolvimento de indicadores agro-ambientais. “Contudo, existem vários desafios por alcançar” para aumentar o potencial dos indicadores nos processos de decisão.

O relatório foi elaborado pelas direcções-gerais da Agricultura e Desenvolvimento Rural e do Ambiente e pelo Eurostat, sob coordenação da EEA.


Autor:    Fonte: publico.pt
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2005-12-12      Mais gripe das aves na Ucrânia
      
A Ucrânia confirmou esta sexta-feira mais casos de gripe das aves em duas aldeias na região da Crimeia, elevando para oito os focos já detectados no país. Faltam confirmar se o vírus detectado é o H5N1, a estirpe mais perigosa da doença.Fontes oficiais confirmaram que actualmente há oito aldeias afectadas pela gripe das aves, todas localizadas na zona pantanosa da Península do Mar Negro. Recorde-se que a Ucrânia registou no passado sábado o seu primeiro caso de gripe das aves e imediatamente decretou quarentena e estado de emergência em três regiões. Nesse sentido, mais de 35 mil aves domésticas foram abatidas e 1.504 residentes foram postas sob observação médica.

As autoridades esperavam deter desta forma o vírus, mas testes a novas aves encontradas mortas nas aldeias de Dmitrovka e Akimovka resultaram positivo ao vírus H5, segundo revelou o porta- voz do ministro da Agricultura, Oleksandr Horobets. Os responsáveis ucranianos estão agora à espera dos resultados de um laboratório britânico, que poderão confirmar se se trata do mortal vírus H5N1, que matou já pelo menos 69 pessoas na Ásia.


Autor:    Fonte: CM - Online
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2005-11-29      Portugal vota ajudas comunitárias ao açúcar
      
O Governo votou esta quinta-feira a favor de um acordo relativo à reforma de ajudas comunitárias ao sector do açúcar, proposto pela presidência britânica, apoiada pelos restantes estados membros da União Europeia.



No Conselho de Ministros da Agricultura foi alcançada uma maioria qualificativa, graças a Portugal que foi dos primeiros a contestar inicialmente a proposta da União Europeia. O novo regime de apoio comunitário aos produtores europeus de açúcar aponta para uma redução de 39 por cento nos preços em quatro anos, compensando até 65 por cento dos prejuízos e ajudas à reestruturação das empresas.

Na passada quarta-feira, o ministro da Agricultura, Jaime Silva, exigiu uma ajuda aos produtores de beterraba para que possam dedicar-se a culturas alternativas como as hortofruticulturas (o que não está previsto no actual plano da Política Agrícola Comum revisto em 2003) e garantias de que a fábrica de Coruche se mantenha aberta, em troca do voto a favor da nova reforma europeia para o sector do açúcar.


Autor:    Fonte: CM - Online
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2005-11-16      Inglaterra: 53 aves mortas devido ao vírus H5N1
      
Cinquenta e três canários morreram em Inglaterra devido ao vírus da gripe das aves H5N1. As aves estavam em quarentena num centro veterinário desde o mês passado.

Segundo revelou hoje o Ministério da Agricultura britânico, naquele centro veterinário em Essex já tinha sido anteriormente detectado o vírus num papagaio proveniente do Suriname (América do Sul), que acabaria por morrer.

O ministério afirmou, contudo, que não é possível determinar se foi aquela ave que esteve na origem da infecção. As 53 aves agora mortas eram provenientes de Taiwan (Ásia).


Autor:    Fonte: publico.pt
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