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2005-09-15      Ladrões de cortiça apanhados
      
Dois homens foram apanados ontem de madrugada pela GNR de Ourique quando
transportavam numa carrinha furtada 280 quilos de cortiça roubada, avaliada em 360 €
Um dos ladrões, de 25 anos residente em Setúbal, foi detido após presseguição enquanto o outro
assaltante ainda se encontrava ontem à tarde a monte, estando no entanto identificado.


Autor:    Fonte: CM
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2005-09-10      Seca e calor provocam quebra de 20% na vindima
      
As previsões actualizadas do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) apontam para uma quebra de 20% na produção da actual campanha vitivinícola, para um total de 600 milhões de litros. A diminuição é muito superior ao previsto no final de Julho, quando as estimativas indicavam um recuo de 4% em relação à campanha anterior. A actualização foi feita com base na evolução verificada em Agosto, quando a persistência de temperaturas em torno dos 40 graus, em vários pontos do país, vieram agravar as condições de seca extrema.

Afonso Correia, vice-presidente do IVV, admite que uma perda de 20% traduz uma "quebra acentuada", embora na média das três últimas campanhas o decréscimo seja menor (-16%). Entre as campanhas mais recentes, as duas em que houve quebras foram na ordem dos 14%. A mais forte remonta a 1998/99 quando a quantidade produzida foi 38% inferior à campanha anterior, tendo sido uma espécie de ano negro na vitivinicultura, com uma produção quase metade da prevista para actual vindima.

Consequências

Apesar da diminuição em perspectiva, os agentes do sector tendem a ver o lado positivo falam numa produção de qualidade excepcional, embora com algumas reservas; e nas vantagens da redução da oferta, por permitir regularizar e estabilizar o mercado.

Luís Duarte - enólogo que exerce actividade no Alentejo, região onde a perda será maior (-30%) - admira-se de ainda ser possível retirar alguma vantagem, depois da exposição das vinhas a condições tão severas como a seca e os incêndios, mas acredita que, este ano, os vinhos vão atingir "qualidades incríveis". E sintetiza "A qualidade paga a quantidade", numa alusão às perdas de rendimento das uvas por falta de água.

Vasco Avillez, presidente da ViniPortugal, alerta para o desconhecimento do efeito nos vinhos das condições climatéricas extremas que o país atravessa, por ser uma situação raríssima e sem registo do comportamento dos vinhos em semelhante contexto. Afirma ser necessário esperar uns seis meses até se poder avaliar, nomeadamente, os parâmetros de qualidade. Por outro lado, entende como "bom", um bom que coloca entre aspas, o facto de a quebra ocorrer quando o país tem stocks de vinho a mais. Mas lança um aviso "Espero que os agentes económicos não desatem a levantar os preços, porque, se isso acontecer, as exportações vão cair ainda mais".

Luís Pato, viticultor da Bairrada, tende a pensar que a quebra na produção não será tão forte quanto o previsto pelo IVV, e também tem algumas reservas em generalizar a relação seca/qualidade, pelo simples facto de considerar que a destruição das folhas pelo calor contribui para reduzir o açúcar na uva.


Autor: Teresa Costa   Fonte: JN - Online
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2005-09-03      Chamas arrasam 240 mil hectares
      
O balanço provisório aponta para 240 mil hectares destruídos pelo fogo num ano com condições particularmente adversas. Os bombeiros profissionais defendem a necessidade de mudança radical no sistema.



A área de floresta ardida em Portugal, desde o início do ano, está estimada em 240 mil hectares, anunciou o director da Autoridade Nacional para os Incêndios Florestais, general Ferreira do Amaral, ontem em conferência de imprensa com os ministros da Agricultura e da Administração Interna, Jaime Silva e António Costa, respectivamente. Com os meios aéreos a voarem já em horas extraordinárias e o Governo a ponderar o alargamento da época de fogos, sete incêndios lavravam ainda, ao início da noite, nas matas portuguesas do Centro e Norte.

Com base num relatório provisório da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, Ferreira do Amaral revelou que o valor consolidado até 28 de Agosto aponta para de 28 670 incêndios e fogachos, mais 48,9 por cento face à média entre 2000 e 2004.

Por detrás deste aumento está também um padrão diferente dos anos anteriores, devido à falta de chuva, desde logo no Inverno.

“Este ano, os incêndios foram mais violentos, mais demorados, mais activos e com maiores reacendimentos”, disse o general, continuando: “Desde 2003, dos dez dias de maior risco de incêndio, seis ocorreram este ano e, destes, quatro no mês de Agosto, a maioria na primeira semana”.

Já quanto à área ardida, os dados consolidados até 28 de Agosto apontam para 166 339 hectares de floresta. Este valor significa mais 7,5 por cento do que a média registada entre 2000 e 2004.

Saliente-se que no período em apreço, no caso dos grandes incêncios (mais de 100 hectares destruídos) registaram-se menos 33 por cento de ocorrências que em 2004.

A diferença desproporcional entre o aumento percentual do número de ocorrências e o aumento percentual da área ardida deve-se, ainda segundo Ferreira do Amaral, à pronta intervenção dos meios de vigilância e de combate, nomeadamente aos bombeiros.

O ministro António Costa confirmou que já estão esgotadas todas as horas dos meios de combate aéreos, necessitando recorrer-se a horas extra, o que significa mais 2,5 milhões de euros. No que se refere aos meios terrestres e aéreos, a 15 de Setembro, data oficial do fim do período de incêndios, será feita, com a pasta da Agricultura, uma reavaliação conjunta da situação e de determinados meios a aplicar.

FOGO DESTRÓI CASA E ARMAZÉM

Uma casa e um armazém destruídos e várias outras habitações ameaçadas era o balanço provisório de um incêndio de grandes proporções que lavrou ontem durante toda a tarde e início da noite, em Cidadelha, concelho de Vila Pouca de Aguiar, distrito de Vila Real. As chamas estiveram perto da sede do concelho e foram combatidas por 119 bombeiros, seis meios aéreos e 31 viaturas.

O presidente da autarquia de Vila Pouca de Aguiar, Domingos Dias, anunciava às 19h00 que o plano municipal de emergência tinha sido activado. Nessa altura, o fogo ameaçava a freguesia de Pedras Salgadas.

Àquela hora estavam não circunscritos sete fogos no continente nos distritos de Vila Real, Viseu, Braga, Viana do Castelo e Aveiro.


Autor: Falcão-Machado/ J. C. R./M.A.   Fonte: CM - Online
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2005-09-03      Consumo de aves cai 60 por cento em Portugal
      
O consumo da carne de aves caiu 60 por cento em Portugal. Esta quebra brutal, que está a alarmar especialmente os produtores de frangos, deve-se ao medo que os portugueses têm do vírus da gripe das aves. As autoridades veterinárias já anunciaram medidas para acalmar produtores e consumidores e lembram que o vírus não está na Europa e não se transmite pelo consumo da carne.



Fernando Bernardo, subdirector-geral de Veterinária, confirma ao CM o “alarme dos produtores”. A situação é de tal forma grave que “tiveram hoje [ontem] uma reunião urgente com o ministro da Agricultura e pediram que sejam tomadas medidas de imediato para tranquilizar os portugueses porque o consumo caiu 60 por cento.”

O fenómeno da reacção dos portugueses nesta questão alimentar é confirmado por João Machado, da Confederação Nacional dos Agricultores. “Todas as notícias sobre problemas relacionados com a alimentação, em particular com o consumo de aves, têm uma retracção imediata por parte do consumidor.”

De acordo com este representante do sector, a produção de aves é particularmente sensível porque constitui dos “poucos sectores económicos que abastece o mercado nacional e as exportações”. Além disso, sublinha, a quebra do consumo de aves – frango, pato, peru – representa em Portugal 30 a 40 por cento do consumo global de carne. Contudo, ao fim de alguns dias “a situação tende a normalizar”.

Para retomar a confiança dos consumidores e normalizar a situação, os produtores estão já a preparar ALGUMAS MEDIDAS

“A criação de barreiras de segurança é indispensável para evitar uma eventual propagação do vírus e o contágio de infecção entre animais”, aponta o subdirector-geral de Veterinária.

Retirar alimentos (cereais, rações) e bebedouros do fácil acesso às aves migratórias é outra medida a tomar, porque “as aves migratórias terem acesso facilitado aos alimentos é um foco de contágio.”

Para já, Fernando Bernardo explica que as acções adoptadas ainda são “brandas” porque o vírus não está na Europa e não se transmite pelo consumo da carne.


Autor: Cristina Serra   Fonte: CM - Online
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