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2005-06-22      Douro - Granizo dizima vinhas
      
Uma tromba de água e granizo destruíram as vinhas na freguesia de Galafura, no concelho do Peso da Régua, arrasando ainda os pomares agrícolas, árvores de fruto e oliveiras.



Para os produtores “a vindima está feita, há que pensar em salvar a videira para os próximos anos”. Técnicos camarários e do Ministério da Agricultura já estiveram no local, “mas só com uma vistoria cuidadosa será possível com exactidão quantificar os estragos”, explicaram.


Autor:    Fonte: CM - Online
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2005-06-11      Mais de 200 mil propriedades agrícolas dispensadas do pagamento à segurança social
      
O Governo aprovou hoje um decreto que dispensa, por um período de seis meses, mais de 200 mil propriedades agrícolas do pagamento de contribuições para a segurança social dos seus trabalhadores independentes.

A medida, aprovada em Conselho de Ministros, destina-se a responder à grave situação de seca que ocorre em algumas zonas do país.

Segundo o comunicado do Governo, são abrangidos por esta medida "titulares de explorações agrícolas de dimensão económica igual ou inferior a 12 unidades de dimensão europeia e que se situem nas áreas de influência das direcções regionais de Agricultura de Trás-os-Montes, Beira Interior, Ribatejo e Oeste, Alentejo e Algarve".

Pelas estimativas do Governo, este apoio irá abranger cerca de 207 mil explorações agrícolas, avaliado em cerca de 12 milhões de euros.

O requerente desta medida "não poderá auferir quaisquer outros rendimentos de trabalho, para além dos decorrentes da actividade agrícola, nem ser pensionista de qualquer regime social nacional ou estrangeiro", lê-se no comunicado.

O diploma, acrescenta o Governo, permitirá também "a regularização das contribuições em dívida, devendo requerer os titulares das explorações o pagamento diferido das contribuições, até ao limite de 36 prestações, com dispensa do pagamento de juros de mora, desde que cumpridos os termos e as condições estabelecidas".


Autor:    Fonte: CM - Online 08-07-2005
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2005-06-08      Marcha - Agricultores desesperados
      
O Governo tem que olhar para isto com olhos de ver, e não falar em empréstimos a três anos, porque ninguém sabe como os vai pagar. Se o gado não vale nada – pagam-nos metade por cabeça do que pagavam há um ano –, os custos com a alimentação dispararam e agora temos o problema da água, gostava de saber aonde é que vamos ao dinheiro?”, afirmava ontem ao CM Fernando Palma, agricultor de Amendoeira da Serra, Mértola, no final da marcha lenta entre Serpa/Mértola e Beja.
“Já carrego diariamente três bidões de água para dar de beber às vacas. As charcas têm secado e em breve terei que ir abastecer-me ao Guadiana, a 13 quilómetros”, disse.

Joaquim Palma, de 40 anos, foi outro dos que se juntou a esta acção. Desesperado, sem saber o que o futuro lhe reserva, tem desde já a certeza de ter deixado de fazer os seus descontos para a Segurança Social “há alguns meses” e, para o mês que vem, deixará de pagar a contribuição da esposa, que trabalha com ele. “O gado vende-se a metade do preço e eu não tenho dinheiro. Tenho muita farinha em dívida e não faço ideia até quando me vão fiar”, desabafou.

A dispensa por um período de seis meses do pagamento das contribuições para a Segurança Social dos titulares de explorações agrícolas com 12 ou menos UDE (Unidade de Dimensão Europeia) foi ontem reafirmada pelo ministro da Agricultura, que manteve uma conversa telefónica com Sebastião Rodrigues, dirigente da Associação dos Agricultores de Serpa, uma das entidades que organizou esta marcha. Porém, esta medida, foi desvalorizada por este responsável que diz serem muito poucos os agricultores da margem esquerda do Guadiana que vão ser abrangidos. Nessa conversa, ficou a promessa de uma reunião para a semana entre ambos, na qual discutirão casos concretos, e da visita da comissária europeia da Agricultura em Julho, ao distrito de Beja.

Num manifesto entregue ao governador civil de Beja, e que ainda hoje (ontem) deverá ter chegado à mesa do ministro, aqueles que vivem da terra voltam a pedir que se decrete o estado de calamidade e que todo o território nacional seja abrangido pela língua azul, para facilitar a circulação e venda de materiais a preço de mercado, entre outras.

António Morgado, dirigente associativo, apela a alterações na atribuição das linhas de crédito. “Entre 65 a 75 por cento dos agricultores desta zona não se poderão candidatar a elas, porque estão descapitalizados. Propomos que essas pessoas não recebam 40 euros por ovelha e 160 euros por vaca no âmbito das linhas anunciadas, mas sim 25 e 100 euros, respectivamente, e o restante da verba dada seria a fundo perdido.”

MARCHA DECORREU SEM PROBLEMAS

PREPARATIVOS

Formar uma fila de veículos com a extensão de dois quilómetros não foi tarefa fácil, nem rápida. Cerca das 07h00 chegaram os primeiros participantes da área de Serpa. Até ter sido iniciada a viagem, passaram-se mais de duas horas e meia. Na marcha participaram sobretudo tractores e carrinhas de caixa aberta. Alguns automóveis ligeiros juntaram-se também à iniciativa.

ORDEIRA

A circularem a uma média de 12 quilómetros/hora, os veículos envolvidos na marcha acabaram por provocar algum congestionamento no trânsito. Em algumas partes do circuito chegaram a formar-se, no final da marcha, cerca de 10 quilómetros de fila. As autoridades e os organizadores desta acção prepararam tudo em conjunto e o resultado foi por todos considerado satisfatório.

FISCALIZAÇÃO

O envio de técnicos das diferentes zonas agrárias às explorações agrícolas foi ontem pedido ao ministro da Agricultura. Os agricultores queixam-se que estes técnicos só se dirigem junto a eles para fiscalizar e para agirem quando detectam qualquer falha e não para se inteirarem da situação que actualmente se vive no terreno, que, reafirmam, necessita de acompanhamento.


Autor: Madalena Lino, Évora   Fonte: CM_Online - 08 - 06 - 2005
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2005-06-01      Danone aposta na fruta portuguesa D.O.P.
      
Reputada por sua permanente aposta na Inovação, a Danone volta a surpreender ao relançar os Puro Danone Pedaços, que aliam os benefícios nutricionais do iogurte aos da melhor fruta produzida em Portugal, incluindo pedaços de fruta com Denominação de Origem Protegida (D.O.P.) ou Indicação de Origem Protegida (I.G.P.).

A nova gama de iogurtes “Puro Danone Pedaços”, que estará no mercado português a partir de 9 de Junho, inclui os sabores Ananás dos Açores (D.O.P.), Pêra Rocha do Oeste (D.O.P.), Mel da Terra Quente (D.O.P.) e Nozes (vindas do Alentejo), Cereja da Cova da Beira (I.G.P.), Pêssego da Cova da Beira (I.G.P.), Maçã de Alcobaça (I.G.P.), e Morango cultivado no Ribatejo. No primeiro ano, A Danone prevê produzir 10 milhões de unidades destas.

Dos Açores ao Alentejo, passando pela Estremadura, Ribatejo, Beira Interior e Trás-os-Montes, são várias as regiões frutícolas abrangidas neste inovador projecto que envolve 620 produtores frutícolas e mais de 360 toneladas de fruta anualmente produzida em Portugal.

Ao relançar a linha “Puro Danone Pedaços”, a Danone pretende conquistar a liderança no segmento dos iogurtes com pedaços, o único em que ainda não é líder. O objectivo é portanto uma duplicação das vendas.

O desafio remonta a 2004, quando a Danone relançou toda a linha “Puro”, fortalecendo os valores de Família, Confiança e Tradição. Decidiu-se então reformular o conceito do iogurte com pedaços, aliando-o a frutos exclusivamente portugueses e de origem seleccionada.

Sob o lema “O melhor do que é nosso”, a campanha de publicidade estará patente a partir de meados de Junho na imprensa e na televisão. Paralelamente, decorrem acções em 100 lojas, com material de visibilidade, distribuição de folhetos e degustação dos novos iogurtes.

Reconhecendo a qualidade da produção frutícola nacional, esta é a primeira vez em Portugal que a agro-indústria se dispõe formalmente a utilizar frutos nacionais com nomes protegidos a nível comunitário. O projecto Puro Danone Pedaços representa assim uma aposta na Inovação, na Qualidade certificada e na Agricultura nacional. E, claro, na Alimentação saudável e saborosa!


O que são DOPs e IGPs?

Uma DOP (Denominação de Origem Protegida) ou uma IGP (Indicação Geográfica Protegida) é o nome de uma região ou de um local determinado que serve para designar um produto originário dessa região ou desse local e cuja qualidade ou características se devem ao meio geográfico (DOP) ou cuja reputação ou determinada qualidade podem ser atribuídas a essa origem geográfica (IGP).

Curiosidade

Parece ter sido Portugal o primeiro país da Europa a instituir legalmente o sistema de protecção de uma denominação de origem, associada naturalmente a uma região delimitada de produção e a uma caracterização do produto e das suas regras de produção. Foi o caso do Vinho do Porto, protegido a partir de 1756 por legislação do Marquês de Pombal.


Autor: João Seabra / Isabel Carriço   Fonte: gabinetedeimprensa@lpmcom.pt / gabinetedeimprensa@lpmcom.pt
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