OAGRICULTOR
TODAS AS NOTICIAS

Titulo    


2005-03-09      Governo açoriano vai distribuir 160 toneladas de raticida para desratização nas ilhas
      
O Governo açoriano vai gastar este ano 320 mil euros na aquisição de 160 toneladas de raticida para distribuir pelas autarquias e serviços de desenvolvimento agrário, anunciou hoje fonte da secretaria Regional da Agricultura e Florestas.

As acções de desratização "destinam-se a controlar a população de roedores, proteger as culturas de Primavera e reduzir a possibilidade de contracção da leptospirose" (doença derivada do contacto com a urina dos ratos), adiantou a mesma fonte.

Vão colaborar nestas acções as autarquias e juntas de freguesia que, na maioria dos casos, disponibilizam os meios humanos e de transporte para a distribuição do raticida, com particular incidência nas explorações agro-pecuárias.

Das câmaras municipais do arquipélago contactadas, apenas a de Angra do Heroísmo e Vila do Porto adiantaram que vão gastar, a par do investimento do Governo, 42 mil e dez mil euros, respectivamente, na aquisição de raticida com o mesmo fim. Todas as restantes autarquias colaboram na cedência de meios humanos e transporte para a distribuição do produto aos agricultores e particulares, que o podem solicitar gratuitamente nas juntas de freguesia açorianas.

O aumento da população de roedores tem originado um crescimento do número de casos de leptospirose que, em 2003, registou 27 ocorrências e, no ano passado, 21, de acordo com dados provisórios fornecidos pela direcção regional de Saúde.

Para combater a doença, que em alguns casos pode ser mortal, os hospitais de Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada estão a implementar uma técnica de rastreio imunológico da leptospirose.

Margarida Colares Pereira, investigadora do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), que coordena o projecto epidemiológico da leptospirose nos Açores, realçou a importância do rastreio pelo facto de "o número de casos ser, nas ilhas, dez vezes maior que no Continente".


Autor: DR   Fonte: Lusa / Publico.pt
-  -


2005-03-09      Quercus exige suspensão de despacho que viabiliza abate de 2600 sobreiros
      
A associação ambientalista Quercus exige a suspensão do despacho publicado ontem em Diário da República que confere utilidade pública à construção de um loteamento turístico/imobiliário em Benavente, o que possibilita o abate de 2605 sobreiros.

A associação refere-se ao Despacho Conjunto nº 204/2005, dos ministros da Agricultura, Pescas e Florestas; do Ambiente e do Ordenamento do Território; e do Turismo sobre o loteamento a executar pela Portucale - Sociedade de Desenvolvimento Agro-Turístico, S.A., na Herdade da Vargem Fresca, em Benavente.

De acordo com a Quercus, em causa está o abate de sobreiros "protegidos por lei [Decreto-lei 169/2001 de 25 de Maio] e localizados numa vasta área de 509 hectares integrados na Reserva Ecológica Nacional para protecção das cabeceiras de linhas de água".

Porque o abate apenas é "permitido em condições muito particulares, que não as verificadas," a Quercus revela que vai "requerer a suspensão de eficácia deste despacho, dadas as irregularidades e ilegalidades" existentes.

Além disso, a associação alerta o director da Circunscrição Florestal do Sul a não autorizar o abate.

"Não aceitamos que um Governo demissionário, a quatro dias da tomada de posse do novo Governo, ceda aos 'lobbys' imobiliários, visando favorecer interesses manifestamente privados, que contribuem para a destruição de um dos ecossistemas mediterrânicos mais importantes para a conservação da natureza dada a sua biodiversidade, reduzindo consequentemente a produção da única matéria-prima natural da qual Portugal ainda é líder mundial".

O sobreiro é uma espécie protegida de onde se extrai a cortiça, na qual Portugal é líder mundial em produção e exportação, atingindo valores anuais na ordem dos mil milhões de euros.


Autor:    Fonte: Publico.PT
-  -


2005-03-04      Prevenção de incêndios na gaveta e Floresta à mercê do fogo
      
Quase um ano depois de ter sido constituída, a Agência para a Prevenção dos Incêndios Florestais (APIF), organismo especiaficamente criado para desenvolver programas de protecção da floresta, vai apresentar nos próximos meses de Abril ou Maio o primeiro Plano Nacional de Prevenção e Protecção da Floresta contra Incêndios.
Depois da apresentação do plano, este será sujeito a debate público, com vista a “fazer uma versão final”, segundo um responsável do gabinete do secretário de Estado das Florestas. O Plano Nacional de Prevenção e Protecção da Floresta contra Incêndios acaba por ser apresentado muito próximo do Verão, época por excelência para o deflagrar de fogos, como aconteceu nos últimos dois anos.

Apesar dos prejuízos avultados causados pelos incêndios nos últimos dois Verões, que rondam os 140 milhões de euros, Portugal contínua a enfrentar sérias dificuldades em implantar acções de protecção da floresta. Nos últimos dois anos, o Ministério da Agricultura, por acção do ex-ministro da Agricultura de Durão Barroso, Sevinate Pinto, procurou incentivar a construção de caminhos, pontos de água e, limeza de matas, entre outras acções, mas a adesão às medidas criadas acabou por ser tardia e insuficiente.


Autor: António Sérgio Azenha / F.P.   Fonte: CM - Online
-  -


2005-03-04      Batatais do Oeste destruídos com prejuízos a ascenderem a 16 milhões de euros
      
“Se não houver ajuda do Governo, muitos agricultores vão abandonar a actividade”, alertou ontem o secretário-geral da Associação de Agricultores do Oeste, Feliz Alberto Jorge, referindo-se aos danos causados pelo clima na cultura da batata.
De acordo com o dirigente, a seca e a geada dos últimos dias destruíram seis mil hectares de batata nos concelhos de Bombarral, Lourinhã, Peniche, Óbidos e Torres Novas, podendo os prejuízos ascender a 16 milhões de euros.

A associação reclama ao Ministério da Agricultura a criação de uma linha de financiamento a fundo perdido, “pelo menos para cobrir os custos de produção e nunca inferior a 2000 euros por hectare”.

“O problema é que isto afecta seis mil pequenos e médios agricultores cuja capacidade de endividamento está esgotada”, justifica Feliz Alberto Jorge.

Devido à seca, este Inverno estava a prejudicar 10 mil hectares de batatais no Oeste e as baixas temperaturas nos últimos dias vieram piorar a situação, destruindo 60 por cento dessa área.

Segundo Feliz Jorge, a banca e as seguradoras não são solução para o problema. O dirigente reclama ajudas a fundo perdido e a isenção das contribuições à Segurança Social por um período de três anos.


Autor: Cláudio Garcia, Leiria   Fonte: CM - Online
-  -


Página - 1-| 2-| 3-| 4-| 5-| 6-| 7-| 8-| 9-| 10-| 11-| 12-| 13-| 14-| 15-| 16-| 17-| 18-| 19-| 20-| 21-| 22-| 23-| 24-| 25-| 26-| 27-| 28-| 29-| 30-| 31-| 32-| 33-| 34-| 35-| 36-| 37-| 38-| 39-| 40-| 41-| 42-| 43-| 44-| 45-| 46-| 47-| 48-| 49-| 50-| 51-| 52-| 53-| 54-| 55-| 56-| 57-| 58 -| 59-| 60-| 61-| 62-| 63-| 64-| 65-| 66-| 67-| 68-| 69-| 70-| 71-| 72-| 73-| 74-| 75-|