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2005-03-01      Ausência de chuva compromete próxima época de caça
      
A próxima época de caça, que se inicia em Agosto, poderá estar também em risco devido à situação de seca que o País está a atravessar. É que caso não chova em quantidades significativas nos próximos meses, metade da população cinegética poderá vir a desaparecer.
“Se o tempo continuar assim vamos ter uma situação extremamente grave, porque a caça vai passar por necessidades alimentares. Podemos, mesmo, ter uma perda de 50 por cento do efectivo cinegético em todo o País”, frisou ao nosso jornal, Arménio Lança, presidente da Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses (CNCP).

Este responsável explicou, em seguida, que a falta de água nesta altura do ano é “bastante prejudicial” para as espécies que estão em reprodução, uma vez que a falta de alimento pode levar à morte da totalidade das crias.

“As lebres e os coelhos estão a começar a parir. As perdizes estão, neste momento, a acasalar. Com os bebedouros naturais praticamente desaparecidos e com os barrancos sem pinga de água, as crias vão acabar por morrer desidratadas ou, então, serão um alvo fácil dos predadores pela falta de vegetação”, salientou.

Se tal vier a acontecer, Arménio Lança acredita que em muitas zonas de caça associativas e municipais, os caçadores vão ter de decidir “se há actividade” na próxima época. “As turísticas podem superar a situação com os repovoamentos de animais. As municipais e associativas vão ter mais dificuldades devido aos poucos recursos financeiros”, concluiu.


Autor: Alexandre M. Silva (Évora)   Fonte: CM Online
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2005-02-19      Governo autoriza Casa do Douro a comercializar directamente
      
"É uma página que se vira na história da região do Douro". Foi assim que definiu, ontem, em Vila Real, o secretário de Estado adjunto do ministro da Agricultura, Carlos Duarte, o consenso estabelecido entre o Governo e a Casa do Douro (CD), em matérias respeitantes aos vários protocolos a assinar com o Governo. Este membro do Executivo garantiu "haver concordância global de todos os intervenientes". A vontade da CD em conseguir uma autorização excepcional para venda directa dos seus vinhos ao consumidor foi, em certa medida, aceite pelo Governo, como refere o documento elaborado para o efeito a dado passo e que deve ser assinado nas próximas horas entre o Governo e a CD. Segundo apurámos junto de fonte governamental, "os salários dos trabalhadores da Casa do Douro, deverão ser pagos no prazo de 48 horas". Há ainda condições excepcionais de salvaguarda para a CD caso a comercialização não atinja os objectivos.


Autor: A.C.   Fonte: JN
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2005-02-19      Novas detenções na Veterinária
      
O esquema de corrupção na Direcção Geral de Veterinária (DGV) teve ontem novos desenvolvimentos, com a Polícia Judiciária, através da Direcção Central de Investigação da Corrupção e da Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF) a deter mais três elementos da DGV: uma Chefe de Divisão do Instituto dos Resíduos (organismo tutelado pelo Ministério do Ambiente) um técnico administrativo e um técnico superior da DG, que tinham nas suas esferas de competência a execução, decisão e aprovação de projectos de infra-estruturas.
Para além das detenções, foram ainda realizadas buscas nas residências dos funcionários e nas instalações dos serviços da Direcção Geral de Veterinária e no Instituto dos Resíduos.

A investigação, que ainda prossegue, teve origem, em 2004, num processo de fraudes com subsídios atribuídos pela União Europeia para a instalação de pecuárias. O trabalho da PJ permitiu identificar e desmantelar uma rede de elementos que actuavam em vários serviços da DGV, na aprovação de projectos de infra-estruturas em estreita colaboração com empresas externas.

Para apurar os contornos de toda esta situação, o director-geral de Veterinária solicitou ao ministro da Agricultura uma auditoria interna, que já se encontra em curso e que está a cargo do IGAG - Inspecção Geral e Auditoria de Gestão, organismo tutelado pelo Ministério da Agricultura.

“Estamos interessados no apuramento completo da verdade. O que se está a passar não pode manchar a honra dos cerca de 300 funcionários que compõem o quadro de efectivos da DGV”, afirmou ao CM, Agrela Pinheiro. O director-geral de Veterinária procedeu ainda, esta semana, à nomeação de novos dirigentes com o objectivo de renovar os quadros intermédios da DGV.

Em relação aos funcionários ontem detidos, foram submetidos a um primeiro interrogatório judicial, sendo-lhes aplicadas medidas de coacção que vão desde a suspensão de funções, à proibição de contacto com os demais arguidos e a prestação de termo de identidade e residência.


Autor: Miguel Alexandre Ganhão   Fonte: CM - Online
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2005-02-11      Mortágua: Barragem do Lapão vai ser reabilitada
      
Mortágua: Barragem do Lapão vai ser reabilitada

A Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral consigna amanhã o projecto de reabilitação da Barragem do Lapão, em Mortágua.

Na sequência do concurso público lançado em Outubro passado, a elaboração do projecto foi adjudicada, por 114.200 euros, à empresa Coba. De acordo com os termos do concurso, ditados pelas conclusões do relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil sobre o comportamento anómalo desta barragem de terra, o projecto a apresentar pela Coba deverá garantir a impermeabilização da fundação, a estabilização do terreno e a adequada drenagem da água através da barragem.

Há cerca de um mês, o director regional de Agricultura da Beira Litoral, Leonel Amorim, admitiu que as obras na barragem pudessem iniciar-se "no final deste ano ou, o mais tardar, no princípio de 2006". Concebida para possibilitar a rega de 315 hectares, a Barragem do Lapão reagiu mal ao primeiro enchimento, em 2001, apresentando infiltrações a jusante.

Durante as cheias de Janeiro de 2002, a barragem ostentou fissuras e assentamentos que levaram o Governo de então a recear o colapso da estrutura, que abatera 40 centímetros, e a ponderar a evacuação da população residente no leito de cheia.

No rescaldo da crise de 2002, a gerência da Sociedade de Empreitadas Adriano, a empresa que construiu a barragem, declarou que as notícias veiculadas sobre o risco de colapso da estrutura haviam sido "alarmistas" e acusou a Protecção Civil de se ter "precipitado" e cometido "um erro estrondoso", ao demolir o descarregador da albufeira.


Autor: FC   Fonte: Publico.pt
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