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2005-02-11      BSE: Secil vai queimar 25 mil toneladas de farinhas a partir de Março
      
Cerca de 25 mil toneladas de farinhas de carne e ossos de vacas suspeitas de terem BSE (Encefalopatia Espongiforme Bovina) vão ser queimadas a partir de Março e até Agosto na cimenteira Secil, em Setúbal/Outão, anunciou o Ministério da Agricultura.

"Esta é a primeira vez que vão ser queimadas numa cimenteira portuguesa grandes quantidades de farinhas BSE", afirmou Egídio Barbeito, dos institutos IFADAP/INGA, do Ministério da Agricultura.

A autorização do Governo à queima daquele lote de farinhas BSE - que representa cerca de 20 por cento do que está armazenado em Portugal (110 mil toneladas) à espera de um destino - foi hoje divulgada numa nota do Ministério da Agricultura.

Egídio Barbeito, quando questionado sobre os perigos da queima das farinhas para a saúde das populações próximas da Secil, salientou que o processo já foi autorizado pelo Instituto de Resíduos e de Ambiente e que vai ser vigiado por uma comissão de acompanhamento.

O Ministério da Agricultura, em comunicado, explicou que a queima daquelas farinhas numa cimenteira tem como objectivo o combate à BSE e vai "evitar problemas ambientais e de saúde pública".

A autorização da queima permite, segundo o Ministério, eliminar um custo anual de armazenagem de 60 euros por tonelada.

O serviço vai ser prestado por uma empresa do grupo Secil, a AVE.


Autor: FC   Fonte: Publico.pt
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2005-02-11      BSE - Portugal foi quarto em 2004
      
A Comissão Europeia anunciou na semana passada que Portugal foi o quarto país da União Europeia com mais casos de (BSE) em 2004, num total de 92 animais infectados, o que significa uma regressão da doença.

Os números referiam-se aos casos de "vacas loucas" detectados até final de Outubro do ano passado, esperando ainda Bruxelas pelos resultados dos testes obrigatórios das suspeitas encontradas nos últimos dois meses de 2004, o que levará a dados definitivos no final de Março.

Segundo os levantamentos disponíveis, o Reino Unido registou o maior número de casos (316), seguido da Espanha (133), Irlanda (126) e Portugal (92).

Segundo a Organização Internacional de Epizootias (epidemias animais), um país está em situação de risco quando regista mais de 200 animais infectados por milhão de bovinos com mais de dois anos.


Autor: FC   Fonte: Publico.pt
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2005-02-05      Vietname pede ajuda à ONU para conter gripe das aves
      
O Vietname pediu ajuda às Nações Unidas para ajudar a travar o surto de gripe das aves que já matou 12 pessoas no último mês.




O ministro da Agricultura, Cao Duc Phat, enviou ontem uma carta ao Fundo das Nações Unidas para a Agricultura (FAO) e à Organização Mundial de Saúde (OMS) a pedir o envio de peritos para aquele país do sudeste asiático. Os peritos devem ajudar os especialistas vietnamitas a elaborar um plano de acção para controlar a propagação da doença.

Segundo um porta-voz do Governo comunista, o ministro pediu ainda à ONU que ajude a coordenar assistência internacional. "No último ano, pedimos à comunidade internacional que nos ajudasse a combater a gripe das aves e recebemos a sua ajuda efectiva", disse, manifestando o desejo de que o mesmo aconteça este ano.

O mais recente surto de gripe das aves no Vietname estalou em Dezembro e desde então já morreram ou foram abatidas mais de um milhão de aves no país. A gripe das aves matou, no último ano, 44 pessoas (32 no Vietname e 12 na Tailândia) e foi responsável pelo abate de 100 milhões de aves em vários países asiáticos.

A maior preocupação da OMS é que o vírus sofra uma mutação que permita o contágio entre seres humanos, e não apenas entre aves ou de aves para seres humanos, visto que esse facto aumentaria exponencialmente as probabilidades de uma epidemia de dimensões incalculáveis.





Autor: FC   Fonte: Publico.pt
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2005-02-05      Seca com fraudes à espreita no Gado - Relatório diz que mortalidade não é anormal
      
Um relatório enviado ao ministro da Agricultura por parte da Direcção Regional do Alentejo refere que “não se confirmaram as notícias relativas a um aumento da taxa de mortalidade ao nível dos efectivos (pecuários) existentes na região, para além de alguns casos pontuais”.






O documento , a que o CM teve acesso, confirma uma diminuição substancial das culturas forrageiras e das pastagens, e refere que a manutenção dos efectivos pecuários está a ser feito à custa de alimentos conservados nas explorações e de outros adquiridos no exterior.

“Temos conhecimento de criadores que têm terrenos com capacidade para 100 cabeças de gado, colocando a pastar no mesmo local 150 animais”, adiantou ao CM uma fonte do Ministério.

Eduardo Biscaia, secretário-geral da Federação Nacional de Caçadores e Proprietário (FNCP) alinha pela mesma bitola afirmando que, “existem indivíduos que têm cabeças de gado que não têm condições para as ter”. Aquele responsável diz que a “entrega de subsídios é escandalosa” e defende um “rastreio” aos diversos locais onde se anunciou a morte de animais em virtude da seca.

O Instituto Nacional de Garantia Agrícola (INGA) tem uma base de dados, actualizada mensalmente com as declarações dos agricultores. “Vamos tomar como referência os animais listados a 1 de Janeiro e comparar com os números do fim do mês. Não haverá subsídio para os animais que morreram neste período”, acrescentou fonte ministerial.



Autor: Madalena Lino/Miguel A. Ganhão   Fonte: CM - Online
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