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2005-01-27      Apoios de 25 milhões para seca e língua azul
      
Ministro anuncia ajudas aos agricultores afectados
Os agricultores das zonas afectadas pela febre catarral (vulgo ‘língua azul’) e pela seca vão receber apoios na ordem dos 20 a 25 milhões de euros a disponibilizar pelo Governo, disse ontem o ministro da Agricultura.
Costa Neves, que se reuniu nas instalações da Secretaria de Estado da Agricultura e Alimentação (SEAA), na Golegã, com a Federação dos Agricultores do Baixo Alentejo e do Litoral Alentejano, disse que as medidas concertadas com as organizações de agricultores totalizam neste momento os 20 a 25 milhões de euros. O ministro referiu que 10 a 15 milhões desta verba serão destinados à ajuda directa à alimentação dos animais, provenientes do Orçamento do Estado. Segundo Costa Neves, desde que foi declarado o surto de ‘língua azul’, há dois meses, têm estado a ser concertadas medidas com as organizações de produtores, tendo-se a situação complicado com a ausência de chuva, pelo que foi criado um “gabinete de acompanhamento que vai para o terreno” e que funcionará em ligação com a SEAA.
Na reunião com os agricultores alentejanos, foi acertada a comparticipação na vacinação contra a ‘língua azul’, única forma de conter o surto, a qual, segundo disse, está dependente da disponibilização da vacina pela fábrica da África do Sul ou pela Itália, que possui algumas em stock. Quanto à seca, o Instituto de Meteorologia anunciou que continua a não prever chuva em Portugal Continental até ao final do mês, situação que tornará este Janeiro o mais seco do último século nalgumas regiões do País. As regiões Centro e Sul terão valores de precipitação inferiores aos mínimos históricos observados.


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2004-10-13      MAÇÃ RAINHA EM ALCOBAÇA
      
A 'Maçã de Alcobaça', cuja produção é sujeita a um controlo rigoroso por se tratar de um produto de Indicação Geográfica Protegida (IGP), é a rainha do certame que terminou domingo no MercoAlcobaça, em que foram promovidas as qualidades do fruto.

Para hoje estão previstas actividades de animação a partir das 14 horas e às 17 horas haverá uma adiafa colectiva para os trabalhadores da campanha da maçã, com realização de jogos tradicionais e reviver de costumes. À noite haverá um 'Baile da maçã'.

A organização, a cargo da câmara municipal local e da Associação de Produtores da Maçã de Alcobaça, convidou quatro restaurantes, que dão a provar pratos confeccionados com o fruto. Há também bebidas, gelados, compotas, bombons e chupas.

A polpa "densa e suculenta", com um aroma "intenso e perfumado" e um sabor "agradável e distinto" são as principais características desta variedade de maçã, que se distingue ainda pela coloração intensa e pela forma arredondada.

A sua produção é controlada e obedece a normas de qualidade comunitárias relacionadas com o seu aspecto e a um conjunto de parâmetros de qualidade relativos ao sabor, aroma, densidade e consistência, impostos pelos produtores.


Autor: Isabel Jordão, Leiria   Fonte: CM - Online
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2004-10-13      O ministro da Agricultura alertou os lavradores dos Açores para manterem elevados padrões de qualida
      
O ministro da Agricultura, Carlos Costa Neves, alertou os lavradores dos Açores para a necessidade de manterem elevados padrões de qualidade na produção de carne como forma de vingarem nos mercados competitivos.
"A carne para ser comercializada num mercado competitivo tem de resultar de animais nascidos, criados e abatidos nos Açores, e só depois exportada com a garantia de que a sua produção em ambiente ecologicamente puro não é adulterada", disse no sábado o ministro, que falava no encerramento do XIV Congresso de Zootecnia. Segundo Costa Neves, a qualidade da carne açoriana não pode, assim, resultar de um "animal que produzia leite e que é abatido após dez parições" para ser comercializado.

Além disso, a exportação de bovinos vivos está contra a corrente que se defende para o bem-estar animal no âmbito da nova Política Agrícola Comum (PAC), um modelo que pode mesmo vir a acabar com as novas regras, disse.

No final do congresso, que decorreu em Angra do Heroísmo, o ministro do sector aconselhou, ainda, que "os produtos dos Açores sejam vendidos num só pacote que não afirme só a qualidade, mas também a diferença da produção".

"O que é bom é desejado pelas pessoas e essa qualidade paga-se e, por isso os Açores têm condições para gerar mais-valias", assegurou Costa Neves.


Autor: FC   Fonte: CM - Online
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2004-10-13      GUERRA NO PREÇO DO ARROZ
      
Os preços do arroz estão mais uma vez este ano no centro de um braço-de-ferro entre produtores e industriais. A Associação de Orizicultores de Portugal (AOP) acusa a indústria arrozeira de ter feito uma "coligação para pagar o arroz por um preço igual à produção", mas a Associação Nacional dos Industriais do Arroz (ANIA) nega a acusação e contrapõe que "a indústria está a pagar acima do preço mínimo registado em Itália, na bolsa de Vercelli", mercado de referência na Europa.
Partindo da constatação que "o arroz este ano é de muito boa qualidade" e que "a bolsa do arroz está com um valor de 17,5 cêntimos por quilo", o presidente da AOP, Carlos Laranjeira, considera "baixa" a oferta dos industriais de 16 cêntimos por quilo, um cêntimo acima do preço de intervenção pago pela Comissão Europeia para retirar a produção do mercado sempre que os produtores não consigam vendê-la à indústria.

"Quanto muito a produção poderia dizer que havia uma coligação da indústria para pagar abaixo do preço de intervenção, mas o sector paga mais do que isso", frisa o secretário-geral da ANIA. Para Pedro Monteiro, "em Portugal, não podemos pagar muito acima nem muito abaixo do preço em Itália". Tudo porque, acrescenta, "se uma fábrica comprasse arroz nacional a 17,5 cêntimos por quilo, os seus concorrentes iam a Itália comprar matéria-prima a 16 cêntimos por quilo, e, mesmo com os custos de transporte de dois cêntimos por quilo, ficava-lhe mais barato".

Na bolsa do arroz italiana, em Vercelli, a variedade "ariete", que corresponde ao arroz carolino, a matéria-prima que mais se produz em Portugal, registava, a cinco de Outubro, um preço que oscilava entre um mínimo de 15,5 cêntimos e um máximo de 17,5 cêntimos por quilo. Carlos Laranjeira já disse que, se a indústria não aproximar o preço dos 18 cêntimos por quilo, "podemos admitir a venda do arroz para fora do País". Independentemente dos preços praticados, o secretário-geral da ANIA diz que "a indústria tem todo o interesse em valorizar o arroz nacional porque senão um dia acaba a produção, porque o arroz agulha mata o consumo de arroz carolino". E a produção de arroz agulha é insignificante em Portugal.
PRODUÇÃO

A produção de arroz este ano deverá ascender a cerca de 154 mil toneladas. É produzido nos vales do Mondego, em cerca de seis mil hectares, do Tejo, numa área de quase dez mil hectares, e do Sado, também em cerca de dez mil hectares. A produtividade é de cerca de seis mil toneladas por hectare.

INDÚSTRIA

Os encerramentos têm marcado o sector. Se em 1990 existiam cerca de 32 empresas em laboração, em 1995 passaram a ser 22, em 1999 eram 17, e hoje são 13. A maioria concentra-se nas principais zonas de produção do País.


Autor: FC   Fonte: CM - Online
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